Santa Marta: o caribe colombiano como você nunca viu

Fora do eixo Cartagena-San Andrés, a cidade de Santa Marta ainda não figura no roteiro dos brasileiros, mas tem muito a oferecer

Com um grande fluxo de turistas estrangeiros, Santa Marta fica a cerca de 5 horas de ônibus de Cartagena e serve como base para quem quer conhecer o litoral norte da Colômbia. A cidade tem um pequeno centro histórico, nada comparável a belíssima cidade murada de Cartagena das Índias, mas que tem sim o seu charme. Depois que o sol se põe, a Plaza de los Novios e arredores se enchem de turistas em busca de drinks gelados regados a música caribenha e muita descontração.

Se o plano é conhecer praias paradisíacas, não perca tempo com as praias urbanas da cidade, um pouco sujas pela proximidade com o porto local. O melhor é ir para Rodadero, praia bastante procurada pelos colombianos, ou Playa Grande, em Taganga, pequena vila de pescadores ao norte da cidade, ambos a 30 minutos do centro.

Depois de uma noite em Santa Marta, recomenda-se deixar a mala mais pesada no hotel, que normalmente tem um depósito para isso, e levar apenas o essencial para explorar a natureza fora da cidade.

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A cerca de uma hora de Santa Marta está o Parque Tayrona, uma imensa reserva natural com praias que parecem imagens manipuladas no photoshop. Os turistas dispostos a desbravar o caminho de mais ou menos uma hora e meia parque adentro tem opções simples de hospedagem, com redes ou camping. Vale a pena passar pelo menos uma noite no parque para descansar das caminhadas e conferir um céu apinhado de estrelas, cortesia da pouca iluminação do local.

Parque Tayrona – Foto: Cedric Converset

Para os menos aventureiros, há a opção de passar o dia em alguma praia acessível por carros, como Bahia Concha, que está a menos de uma hora de Santa Marta e conta com uma grande faixa de areia coroada por um mar azul esverdeado preguiçoso, quase sem ondas.

Um pouco mais ao norte do Tayrona está a pequena vila de Palomino, ainda desabrochando no turismo local. Ruas de terra te levam da rodovia até a praia, em um caminho povoado por hostels e pequenos restaurantes das famílias locais. Apesar de muito rústico, o local conta com party hostels, como o The Dreamer, filial do hostel com sede em Santa Marta, e alguns resorts cujas diárias podem custar uma pequena fortuna.

Um passeio imperdível em Palomino é a caminhada serra acima levando uma não muito cômoda boia gigante, mas que servirá como transporte rio abaixo num lento passeio no meio da natureza virgem. Se a caminhada for feita durante a manhã, antes das 8, há muitas chances de avistar a Serra Nevada de Santa Marta ao longe.

E por falar em caminhada serra acima, quem gosta de trekking não pode deixar de ir à Cidade Perdida, um lugar mágico no meio da mesma serra. Muitos chamam este passeio de Machu Picchu caribenho, sendo preciso caminhar por 3 dias para chegar no local sagrado da antiga tribo Tayrona.

Cidade Perdida – Foto: via Turismo Colômbia

Para conhecer o ponto mais ao norte da América do Sul, pode-se estender a viagem até Punta Gallinas, pequeníssimo povoado da tribo Wayúu, maioria da população do departamento de La Guajira. Com uma parada estratégica para passar a tarde e a noite em Cabo de la Vela, a viagem segue no dia seguinte de barco ou carro até o destino final.

Os 4×4 cortam o deserto deixando para trás poeira alaranjada e secos cactus, sendo muitas vezes necessário pagar um tipo de pedágio alimentício para os famintos e abandonados moradores da região, uma das mais pobres da Colômbia. Ali, a energia elétrica é provida por geradores a gasolina e não é incomum ter apenas algumas horas de luz no começo da noite. Todo esse perrengue vale a pena pelas paisagens paradisíacas que mesclam deserto, dunas e um mar indeciso entre o verde e o azul, além do lindo colorido dos vestidos e bolsas das índias Wayúu. Conhecer essa região também é uma forma de melhorar a renda dessas pessoas.

Punta Gallinas – Foto: Gabriela Motta

Melhor época para visitar Santa Marta

Quem ficou com vontade de conhecer esses espetáculos caribenhos vai gostar de saber que além de barata, a região conta com sol o ano inteiro, as chuvas são poucas e durante os meses de setembro e outubro. Há voos de Bogotá e Cartagena direto para Santa Marta e transfers porta a porta de Cartagena e Barranquilla. Vamos lá?

Texto: Marina Ferrareze

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