Você está precisando tirar férias em Algodoal, uma ilha no Pará

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Substitua as ruas de asfalto por areias finas e branquinhas, troque os prédios e comércios da cidade grande por casas tradicionais caiçaras, algumas com telhado de palha, quase todas suspensas em palafitas na beira da praia. Tire todos os carros e motos da rua, substitua o trânsito pelo vai e vem tranquilo de garças, gaivotas e revoadas de pássaros amazônicos que circulam pela praia como se fossem os únicos habitantes dessa ilha mágica.

Nas ruas de areia só o movimento calmo das poucas ‘táxi-charretes’ – únicas alternativas locais que servem de veículo – não existe barulho de carro, de buzina ou de qualquer motor. Aqui você pode armar sua rede na praia e relaxar ouvindo apenas o barulho do vento e das ondas, curta sem qualquer preocupação. Não há violência ou muvuca fora das altas temporadas, tudo ainda é muito tradicional e simples. O cenário pode mudar um pouco nos feriados quando a ilha eventualmente pode superlotar, não é sempre, mas se a ideia é tranquilidade escolha bem as datas da sua viagem – mesmo nas altas temporadas a vila não perde o charme e todo o ar tradicional ainda se mantém. Bares e restaurantes oferecem em sua maioria pratos e petiscos à base de pescados e frutos do mar, com direito a outras opções tradicionais como o tacacá, a tapioca, cuscuz e muito açaí com peixe frito, combinado bem comum no estado. Tudo com aquele clima interiorano, sendo quase sempre servidos em ambientes familiares com estruturas rústicas, porém bem agradáveis.

Chegando na vila de Algodoal, na ilha de Maiandeua. Foto: Gustavo Albano

Moradias e comércios suspensos na beira mar da vila de Algodoal. Foto: Gustavo Albano

Moradias e comércios suspensos na beira mar da vila de Algodoal. Foto: Gustavo Albano

Partindo de Belém, capital do Pará, são cerca de 3 horas e meia por terra até a vila costeira de Maruda, na cidade de Maracanã. Depois segue mais 45 minutos navegando em linha reta, abordo de um barco de madeira regional, até chegar na primeira vila e porta de entrada da ilha de Maiandeua, a vila de Algodoal. Essa região está localizada na costa norte do Brasil. Banhada pelo oceano atlântico e por rios, formando também parte da maior costa de manguezal do mundo. Toda a região é recortada por igarapés, rios e pequenos braços de mar que secam quatro vezes por dia, com isso a paisagem varia conforme a influência da maré. A ilha conta com quatro pequenas vilas, todas pé na areia, sem asfaltos e com pouca iluminação pública durante a noite.

Vista aérea da Praia da Princesinha, a segunda de Algodoal. Foto: Gustavo Albano

As “táxi-charretes” que servem de transporte na vila. Foto: Gustavo Albano

Não espere encontrar hotéis de luxo, resorts ou restaurantes chiques. Choupanas simples ainda servem de moradia para nativos e pescadores em algumas praias da ilha. Visite as vilas e sinta a calmaria de uma ilha paradisíaca, em um contato extremo com a natureza impecável da região norte do Brasil, conhecendo algumas das comunidades mais tradicionais do estado do Pará. Em todas as quatro vilas você encontra alojamentos em pousadas, campings e redários, sendo a maior concentração na vila de Algodoal.

Algodoal, por ser a vila principal que compõem a região, acaba sendo a mais conhecida e muitas vezes sobrepõe o verdadeiro nome da ilha de Maiandeua. Esse é um daqueles destinos para quem quer entender o real significado da palavra “sossego”, estando em uma região totalmente isolada, longe de qualquer grande infraestrutura turística. Mas não se preocupe, você não sentirá falta de nada disso assim que pisar na ilha e compreender um pouco dessa rotina tranquila dos nativos. Mercearias e pequenos mercadinhos vendem o necessário para alimentação e higiene, mas tudo ainda é muito simples e talvez seja isso que agrada ainda mais os visitantes.

Vista da entrada da vila de Algodoal. Foto: Gustavo Albano

Imagem aérea da vila principal. Foto: Gustavo Albano

Aproveite para caminhar pela praia no início da manhã e no entardecer. Durante a maré baixa, saindo da vila de Algodoal pelo lado esquerdo, você passa pelas paradisíacas praias da Princesinha e da Princesa, margeada por pequenas dunas e mata rasteira. Durante a semana ou em baixas temporadas, a ilha fica quase sem movimento, tendo apenas os poucos pescadores que moram na ilha e ainda tem essa atividade como principal fonte de renda.

Mergulhe tranquilamente. Seja na praia ou nos canais que enchem na maré alta ou mesmo nas lagoas que formam piscinas de água doce depois dos períodos de chuva. Nos fins de semana grupos de carimbó e festas pontuais costumam agitar a ilha. O sinal de internet é escasso e funciona apenas para algumas operadoras e em pontos estratégicos da ilha. A cobertura de sinal é fraca, mas atualmente já funciona para fazer ligações. Por causa do sinal, é recomendado levar dinheiro em espécie, pois as máquinas de cartão não funcionam sempre e não há bancos, lotéricas, correios, casas de câmbio ou outras opções para sacar dinheiro. Lembre-se que Algodoal está em uma ilha amazônica, relativamente isolada e com sérias restrições por ser uma aérea de proteção ambiental.

Durante a baixa da maré, bancos de areia surgem entre as praias de Algodoal. Foto: Gustavo Albano

Quase sempre paradisíaca, uma ilha perfeita para relaxar. Foto: Gustavo Albano

A vida conta com poucos quarteirões, sendo todos pé na areia. Foto: Gustavo Albano

A ilha é pequena e ao todo, contanto as quatro vilas, não há mais de 2 mil habitantes espalhados por todo esse território. Cada uma das vilas têm uma peculiaridade própria, depois de Algodoal, a vila de Fortalezinha é formada por duas praias e começa na sequência das praias da Princesinha e da Princesa, ambas em Algodoal. Como dito pelos próprios moradores, Fortalezinha está mais inacessível turisticamente e acaba atraindo viajantes que buscam uma vivência ainda mais raiz.

Dormir na rede apreciando a luz do luar na beira da praia e ouvir as histórias dos nativos sobre a ilha, é uma das programações que não faltam nessa vila. Fortalezinha também é conhecida por oferece as apresentações de carimbó mais tradicionais da ilha, sempre nos fins de semana. Bares rústicos também tomam conta da segunda praia da vila, local de onde sai o barco para as próximas comunidades, a vila de Camboinha e Mocooca. Esse trecho entre as duas vilas pode ser feito de barco ou caminhando, em uma trilha com média de 1 hora de duração.

Desde 1990, Algodoal se transformou em uma APA – Área de Proteção Ambiental, como consequência de uma proposta feita pela Secretaria do Meio Ambiente do Pará, que buscou nessa alternativa preservar ainda mais a biodiversidade da ilha. Um lugar perfeito para andar descalço e relaxar tranquilo em uma verdadeira ilha paradisíaca. Se você está querendo viver uns dias de absoluto sossego em algum lugar diferente, esse pode ser o destino ideal para as suas próximas férias.

Muitas aves, algumas migratórias, usam a ilha como ponto de parada e reprodução. Foto: Gustavo Albano

As revoadas são frequentes e acontecem principalmente no início da manhã e no entardecer. Foto: Gustavo Albano

Onde ficar:

Pousada Mitologia
Tel.: (91) 98127 6447 / (91) 98863 4743
E-mail: [email protected]
www.pousadamitologia.com

Pousada e Redário Paraíso do Norte
Tel.: (91) 99968 3501 / (91) 98190 3226
E-mail: [email protected]

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