O panorama da aceitação da vacina CoronaVac está aos poucos se modificando. Até o começo de novembro o produto não era aceito para brasileiros no Canadá. A boa notícia, entretanto, é que se você é um dos que tencionam viajar para lá, basta esperar o mês terminar: o governo canadense já avisou que, a partir de 30 de novembro, vai aceitar brasileiros vacinados com o imunizante.

O governo passa assim a abrir espaço para o produto mais utilizado por aqui, além de passar a aceitar outras duas marcas, a Sinopharm e a Covaxin. O país aceita desde setembro vacinados com Pfizer-Biotech, Moderna, Janssen e AstraZeneca, e se junta a outros, como os Estados Unidos, que também anunciaram a inclusão do produto na lista dos aprovados.

Canadá abre as fronteiras

canada abre fronteiras

Foto: Alex Shutin / Unsplash

O Canadá abre suas fronteiras para turistas estrangeiros, incluindo o Brasil, a partir de setembro de 2021. Desde que o coronavírus começou a se espalhar em março de 2020, o país vem controlando rigorosamente a movimentação de pessoas.

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As autoridades de saúde divulgaram a notícia nas redes sociais juntamente com uma lista de exigências, dentre elas: não ter sintomas ou sinais de COVID-19; ter sido vacinado com uma das vacinas inicialmente selecionadas (AstraZeneca e a Covishield, originária da Índia), Janssen, Moderna e Pfizer; a última dose da vacina deve ter sido aplicada há pelo menos 14 dias; o certificado digital de vacinação deve ser emitido pela plataforma ArriveCAN; se nunca foi contaminado pelo coronavírus, o teste de PCR realizado dentro de 72 horas antes da chegada deve apresentar diagnóstico negativo.

A reabertura também fez com que a Air Canada retomasse os voos entre os dois países. Calcula-se que, até o início do mês de dezembro, a quantidade de voos aumente gradativamente. De acordo com dados fornecidos pelo governo canadense, até 28 de agosto, 76,35% da população de 12 anos ou mais havia sido totalmente vacinada, enquanto 83,42% tinha pelo menos uma dose da vacina antiviral.

Segundo texto publicado no site do Instituto Butantã, a CoronaVac é a vacina mais usada no mundo contra a Covid-19. Segundo a fonte, “(a vacina) representa 24% da produção total de imunizantes contra a Covid-19, com 1,8 bilhão de doses. De acordo com a entidade, que representa a indústria farmacêutica junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro doses de vacina é CoronaVac, o que coloca o imunizante como o mais usado em todo o planeta no combate à pandemia”.

De acordo com o relatório do fabricante, em setembro a produção mundial de vacinas contra a Covid-19 deve ultrapassar a marca de 7,5 bilhões de doses. Cinco vacinas respondem por 95% do volume: além da CoronaVac (1,8 bilhão de doses, ou 24%), as vacinas da farmacêutica chinesa Sinopharm e da Pfizer (empatadas em segundo lugar com 1,65 bilhão de doses ou 22% do total cada), a vacina da AstraZeneca/Oxford (1,2 bilhão de doses, ou 16% do total) e a Moderna (450 milhões de doses, ou 6% do total).

Vale lembra que tanto a CoronaVac quanto o imunizante da Sinopharm são produzidos com a tecnologia do vírus inativado, ou seja, “as vacinas clássicas de vírus inativado, cuja tecnologia é conhecida há décadas, correspondem a quase metade da produção mundial (46%, ou 3,45 bilhões de doses)”,  conclui o site oficial do Butantã.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet Infectious Diseases mostrou que a CoronaVac produziu apenas entre 29 e 33% das reações adversas, e todas foram muito leves. Este é um bom indicador que comprova a alta segurança dos imunizantes e também aponta para uma menor incidência de reações adversas entre todas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde para uso emergencial.

O estudo foi conduzido por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças de Hangzhou, Nanjing e Jiangsu, cientistas da Academia Chinesa de Ciências e pesquisadores de Kexing. Um total de 744 voluntários participaram dos ensaios clínicos de Fase 1 e Fase 2 do CoronaVac. Na primeira fase, 29% dos voluntários notificaram reações adversas no prazo de 14 dias após a vacinação, principalmente dor e fadiga no local da injeção.

+ info:

Consulado-Geral do Canadá em São Paulo
Centro Empresarial Nações Unidas – Torre Norte
Av. Nações Unidas 12901 16º andar
Telefone: (11) 5509 4321
Site oficial

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