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Tudo o que você precisa saber para visitar o Monte Roraima, destino de aventura ideal para os apaixonados por travessias, paisagens únicas, cachoeiras e experiência desafiadoras
O Monte Roraima é um daqueles destinos em que a viagem começa muito antes do primeiro passo na trilha. Isolado, envolto por nuvens e cercado por paisagens que parecem fora do tempo, o tepui (montanha de topo plano) se impõe na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana como um dos cenários naturais mais impressionantes da América do Sul.
Com 2.810 metros de altitude e cerca de 2 bilhões de anos, o Monte Roraima está entre as formações geológicas mais antigas do planeta. Seu topo plano abriga um ecossistema único, com várias espécies de plantas endêmicas. Considerado sagrado pelos povos indígenas Pemon e Kapon, o monte também atravessou o imaginário ocidental ao inspirar o romance O Mundo Perdido, de Arthur Conan Doyle.
Chegar ao topo exige disposição e planejamento. A expedição parte pelo lado venezuelano, a partir da comunidade indígena de Paraitepui, no Parque Nacional Canaima. Ao longo do caminho, os viajantes cruzam rios, caminham por savanas e florestas de galeria e enfrentam a íngreme subida da La Rampa, o único acesso natural ao platô.
A recompensa vem ao alcançar o cume. Piscinas naturais de água cristalina, vales cobertos por quartzo, formações rochosas esculpidas pela erosão e uma névoa constante criam um ambiente quase surreal.
Diante de um destino tão remoto e singular, organizar a viagem com antecedência faz toda a diferença. Por isso, este guia de viagem ao Monte Roraima reúne os principais atrativos, dicas sobre a melhor época para ir, formas de acesso e outras informações para o planejamento da expedição.
Principais atrativos do Monte Roraima segundo viajantes
Quem completa a viagem costuma destacar o topo do Monte Roraima como a parte mais marcante da jornada. Porém, cada formação rochosa, vale ou mirante oferece uma experiência diferente, tornando cada atrativo importante.

Trekking até o topo do Monte Roraima
O trekking até o topo do Monte Roraima é, por si só, a parte mais esperada da experiência. A expedição dura, em média, 8 dias, em um percurso de cerca de 40 km. A caminhada começa em Paraitepui e atravessa savanas, trechos de mata e vales com rios. A parte mais exigente é a subida pela La Rampa, com rochas úmidas e escorregadias que marcam o trajeto final para o topo do tepui.
Platô do Monte Roraima
O território do Platô é tido como completamente diferente e único. Com cerca de 31 km², a superfície do Monte Roraima é coberta por arenito escuro, blocos de quartzo e vegetação adaptada às condições extremas. O terreno é irregular, repleto de fissuras profundas e grandes formações rochosas, exigindo atenção constante durante as caminhadas.

Proa
A Proa é o ponto mais famoso do Monte Roraima e uma das experiências mais marcantes da expedição. Localizada na extremidade norte do platô, a formação rochosa se projeta sobre o vazio, lembrando a proa de um navio suspenso sobre a paisagem. Em dias de céu aberto, a vista alcança dezenas de quilômetros da Gran Sabana. O acesso exige cerca de uma hora de caminhada a partir do acampamento base, em terreno irregular.
El Foso
El Foso é uma das formações mais curiosas do topo do Monte Roraima. Trata-se de uma caverna formada pelo colapso de grandes blocos rochosos, criando um salão subterrâneo com cerca de 15 metros de profundidade. O acesso é feito por passagens estreitas entre as pedras e não é indicado para pessoas com claustrofobia.

Pedra Maverick
Próxima ao acampamento principal do topo, a Pedra Maverick se destaca como uma das formações mais reconhecíveis do Monte Roraima. Além de funcionar como ponto de referência para a navegação no platô, suas cavidades naturais oferecem abrigo momentâneo durante as chuvas, comuns mesmo nos períodos considerados mais secos.
Piscinas naturais, cachoeiras e cursos d’água do topo
As piscinas naturais do Monte Roraima são extremamente frias, entre 5 °C e 8 °C, e se espalham pelo platô em diferentes tamanhos e profundidades. As principais, conhecidas como Jacuzzis, costumam ser uma das paradas mais aguardadas da expedição. Além delas, inúmeros cursos d’água cruzam o topo e caem de uma altura em torno de 400 metros.
Vale dos Cristais
O Vale dos Cristais surpreende pelo contraste visual em relação ao restante do platô. Espalhados pelo solo, fragmentos de quartzo criam um brilho rosado que sobressai sobre o arenito escuro, formando um cenário quase irreal. A caminhada até o vale passa por estruturas rochosas que lembram ruínas naturais.
Onde ficar hospedado para visitar o Monte Roraima?
A hospedagem durante a expedição ao Monte Roraima acontece exclusivamente em acampamentos com barracas, já que não existem hotéis, pousadas ou estruturas fixas ao longo da trilha ou no topo da montanha. Todo o pernoite é organizado pelas agências que fazem a expedição, com montagem de barracas em áreas dentro do Parque Nacional Canaima, sempre respeitando regras ambientais e de segurança.
As agências sediadas em Santa Elena de Uairén fornecem barracas compartilhadas, sacos de dormir, isolantes térmicos e toda a estrutura de cozinha. Os guias e carregadores locais são obrigatórios por lei e acompanham os grupos durante todo o percurso, sendo responsáveis pela logística, preparo das refeições e orientação nas trilhas.
Antes e depois da expedição, Santa Elena de Uairén funciona como a principal base de apoio. A cidade conta com pousadas simples e hotéis de padrão médio, além de restaurantes, mercados e casas de câmbio. É comum que os viajantes passem ao menos uma noite na cidade antes do início do trekking para ajustes finais de equipamento e documentação.
Para quem parte do Brasil, Boa Vista é outro ponto estratégico de hospedagem, com aeroporto, hotéis de redes nacionais e internacionais e infraestrutura urbana. Pacaraima, cidade brasileira na fronteira, também conta com pousadas básicas para quem prefere atravessar para a Venezuela de forma mais rápida.

Quanto custa viajar para o Monte Roraima?
Os custos da viagem ao Monte Roraima variam conforme a agência contratada, o tamanho do grupo e os serviços incluídos. Agências que operam em Boa Vista cobram entre R$ 5.000 e R$ 7.000 por pessoa na expedição completa, valor que inclui guia, carregadores, alimentação durante a trilha, equipamentos de camping e transporte entre Santa Elena e Paraitepui.
Os custos de hospedagem fora da trilha também devem entrar no planejamento. Em Boa Vista, as diárias variam entre R$ 150 em pousadas acessíveis e cerca de R$ 400 em hotéis mais confortáveis. Em Santa Elena de Uairén, os preços ficam entre US$ 30 e US$ 80 por noite. As refeições nas cidades têm custo médio de R$ 60, mas podem variar conforme a disponibilidade de produtos.
Além disso, é importante considerar gastos extras, tais como equipamentos pessoais obrigatórios, como botas de trekking, roupas impermeáveis e mochilas, que podem representar um investimento adicional de R$ 500 a R$ 1.500.
Importante: esses valores foram coletados em janeiro de 2026 e podem ter pequenos ajustes conforme a época da viagem.
Melhor época para visitar o Monte Roraima
A escolha da melhor época para visitar o Monte Roraima influencia diretamente as condições da trilha e a experiência no topo. O período mais indicado vai de dezembro a abril, durante a estação mais seca na região, quando as chuvas são menos frequentes e as travessias de rios se tornam mais seguras.
Mesmo na estação seca, a chuva não desaparece completamente, principalmente no topo do platô, onde a umidade é constante. As temperaturas na savana variam entre 20°C e 28°C durante o dia, enquanto no cume os termômetros ficam entre 2°C e 10°C, com ventos fortes e sensação térmica mais baixa.
Entre maio e novembro, as chuvas se intensificam, aumentando o volume dos rios e deixando as trilhas mais escorregadias. Nesse período, algumas travessias podem se tornar perigosas ou inviáveis, e os acampamentos ficam mais expostos à umidade. Por outro lado, a paisagem ganha mais cachoeiras e cursos d’água volumosos.
Janeiro e fevereiro são os meses mais procurados, coincidindo com as férias escolares. Março e abril ainda apresentam boas condições, com menor movimento. Quem busca grupos menores e mais tranquilidade costuma evitar feriados prolongados e períodos de alta demanda, mesmo dentro da estação seca.
Como chegar e se locomover no Monte Roraima
O acesso ao Monte Roraima exige planejamento logístico e envolve diferentes etapas. Para brasileiros, o principal ponto de entrada é o aeroporto de Boa Vista, que recebe voos regulares de capitais como São Paulo, Brasília e Manaus. A partir da capital de Roraima, são cerca de 215 km até Pacaraima pela BR-174, em um trajeto totalmente asfaltado.
De Pacaraima até Santa Elena de Uairén, são apenas 15 km, já em território venezuelano. A travessia da fronteira exige passaporte válido, e brasileiros não precisam de visto para entrada turística. É recomendável separar um tempo extra para os trâmites migratórios, que podem variar conforme o movimento do dia.
De Santa Elena até Paraitepui, ponto inicial da trilha, o percurso, com cerca de 80 km, é feito por estrada de terra em veículos 4×4. Esse deslocamento costuma estar incluído nos pacotes das agências que organizam a expedição, já que não há transporte público regular até a comunidade indígena.
Em Santa Elena, o percurso é feito principalmente por táxis locais ou transporte contratado diretamente com as agências. O aluguel de carro em Boa Vista é possível, mas cruzar a fronteira com veículo alugado exige autorização da locadora e contratação de seguro adicional.

Seguro viagem para o Monte Roraima
A contratação de seguro viagem é fundamental para expedições ao Monte Roraima, considerando os riscos inerentes a atividades de trekking em altitude, distância de centros médicos e possíveis emergências em área remota. É recomendado que ele cubra atividades de aventura e montanhismo, já que muitas apólices básicas excluem este tipo de prática.
O Melhor Seguro facilita a comparação entre diferentes seguradoras, permitindo que os viajantes avaliem coberturas específicas, valores de apólice e condições contratuais antes de tomar a decisão. Verificar se o seguro escolhido possui cobertura para atendimento na Venezuela é essencial, uma vez que a entrada principal da montanha é feita pelo país.
Problemas com voos em Boa Vista
Voos para Boa Vista podem sofrer atrasos, cancelamentos ou mudanças de horário, especialmente durante a temporada de chuvas na Amazônia, quando o clima impacta as operações aéreas. Nesses casos, os passageiros têm direitos garantidos pela legislação brasileira, como assistência material, reacomodação ou reembolso.
Situações de overbooking e extravio de bagagem também podem gerar compensação. A Resolvvi atua na intermediação desses processos, analisando cada caso com base nas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e conduzindo a solicitação com as companhias aéreas. O serviço é remunerado apenas mediante sucesso na obtenção da compensação, reduzindo riscos financeiros para o viajante.

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