Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia

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Do Atacama à Patagônia, o turismo no Chile revela um país de contrastes extremos, com cidades históricas, paisagens naturais preservadas e experiências que vão muito além do óbvio

O Chile abriga um dos territórios mais diversos e fascinantes da América do Sul. Em poucos quilômetros, o país conecta o deserto mais árido do planeta, vinícolas famosas mundialmente, cidades costeiras históricas, lagos cercados por vulcões e alguns dos cenários mais impressionantes na fria – e extrema – região da Patagônia. Assim, viajar por esse pedaço da América do Sul será sempre a escolha perfeita para os viajantes que buscam paisagens únicas.

Conhecer o país dos nossos “outros” hermanos significa mudar completamente de paisagem e clima, percorrendo lugares que surpreendem, mesmo em distâncias curtas, algo raro para brasileiros que estão acostumados a trajetos continentais.

Além disso, o Chile construiu, ao longo das últimas décadas, uma infraestrutura turística eficiente e invejável. Aeroportos bem conectados, estradas conservadas, parques nacionais organizados e uma rede sólida de hospedagem permitem montar roteiros variados, tanto para viagens curtas quanto para expedições mais longas. Ao mesmo tempo, o país preserva forte identidade cultural, visível na gastronomia, na produção vinícola e na relação com a natureza.

Por isso, uma viagem pelo Chile atende perfis distintos. Há opções urbanas e culturais, como Santiago e Valparaíso. Há destinos voltados ao ecoturismo, como Torres del Paine e San Pedro de Atacama. E também há lugares que combinam lazer, paisagem e descanso, como Puerto Varas e Viña del Mar.

Por que escolher esses destinos no Chile?

Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia
Parque nacional de Torres del Paine. Foto: Jmarti20/Pixabay

Os destinos listados a seguir representam diferentes regiões e experiências do país. Juntos, formam um panorama equilibrado entre cidades, natureza e cultura. Além disso, são locais com boa estrutura turística, relevância histórica ou ambiental e fácil integração em roteiros combinados. Dessa forma, o viajante consegue otimizar deslocamentos e aproveitar melhor o tempo disponível.

De modo geral, a melhor época para turismo no Chile depende da região escolhida. Para cidades e vinícolas, a primavera (setembro a novembro) e o outono (março a maio) oferecem clima mais ameno e menos movimento. Já destinos do sul têm melhor visitação entre novembro e março, quando os dias são mais longos e as temperaturas menos rigorosas.

O acesso internacional acontece, principalmente, pelo Aeroporto de Santiago, que recebe voos diretos do Brasil e de outras capitais sul-americanas. A partir da capital, voos domésticos, ônibus de longa distância e aluguel de carro facilitam o deslocamento para outras regiões do país.

A seguir, reunimos destinos que ajudam a entender por que o turismo no Chile segue entre os mais procurados do continente.

Santiago: cultura, gastronomia e ponto de partida estratégico

Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia
Palacio de La Moneda, em Santiago. Foto: Consejo de Monumentos Nacionales/Reprodução

A cidade é o principal ponto de entrada para o turismo no Chile e desempenha papel estratégico na organização de qualquer roteiro pelo país. Santiago fica entre a Cordilheira dos Andes e o litoral do Pacífico, a capital combina áreas modernas, bairros históricos e uma agenda cultural constante. Assim, o viajante encontra museus, parques e centros culturais que ajudam a compreender a história recente e a identidade chilena.

Entre os destaques estão o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, referência sobre os povos originários da América do Sul, e o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, que contextualiza o período da ditadura. Além disso, espaços como o Cerro San Cristóbal e o Cerro Santa Lucía funcionam como mirantes naturais, oferecendo vistas amplas da cidade e da cordilheira. Ao mesmo tempo, parques urbanos bem cuidados garantem pausas ao ar livre no meio do roteiro urbano.

Outro ponto forte de Santiago é a gastronomia. Restaurantes contemporâneos dividem espaço com mercados tradicionais, como o Mercado Central, conhecido pelos frutos do mar. Além disso, vinícolas do Vale do Maipo e do Vale de Casablanca estão a curta distância, o que permite passeios de meio dia ou bate-voltas organizados.

Valparaíso: patrimônio, arte e identidade portuária

Valparaíso
Murais e casas coloridas transformam Valparaíso em um museu a céu aberto. Foto: Tyler Gooding/Unsplash

Valparaíso é um dos destinos mais singulares de turismo no Chile. Tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO, a cidade preserva sua origem portuária e um traçado urbano pouco convencional. Bairros construídos sobre morros íngremes, conectados por escadarias e antigos elevadores, moldam a paisagem e definem o ritmo da visita. Assim, cada deslocamento revela novas perspectivas do porto e do Oceano Pacífico.

Além disso, Valparaíso se consolidou como referência de arte urbana na América do Sul. Murais e grafites ocupam fachadas inteiras, transformando ruas e vielas em galerias a céu aberto. Museus, centros culturais e cafés instalaram-se em antigos casarões, especialmente nos cerros Alegre e Concepción. Ao mesmo tempo, a Casa Museo La Sebastiana, antiga residência de Pablo Neruda, ajuda a compreender a relação do poeta com a cidade e reforça o valor cultural do destino.

Por outro lado, o cotidiano portuário segue ativo. Mercados, feiras e restaurantes simples convivem com espaços turísticos, mantendo a cidade viva e menos encenada. Caminhar sem pressa permite observar esse contraste entre passado e presente, tradição e experimentação. Portanto, Valparaíso oferece uma experiência urbana diferente das capitais mais organizadas da região.

Viña del Mar: praias, lazer e turismo urbano

Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia
A orla de Viña del Mar concentra praias, jardins e hotéis voltados ao lazer. Foto: Chile Travel/Reprodução

Viña del Mar se consolidou como destino de lazer, descanso e estrutura urbana voltada ao visitante. A cidade apresenta uma orla organizada, jardins amplos e hotéis distribuídos ao longo da costa, o que facilita a circulação e o planejamento da viagem. Além disso, o balneário reúne algumas das praias mais conhecidas da região central do país.

Reñaca, com faixa de areia extensa e oferta de serviços, atrai um público jovem e ativo. Já Caleta Abarca e Playa Acapulco ficam mais próximas do centro, com acesso simples e boa infraestrutura. Assim, Viña atende tanto quem busca dias de sol quanto quem prefere caminhadas à beira-mar e paradas rápidas entre um passeio e outro.

Ao mesmo tempo, a cidade mantém agenda cultural consistente. O Festival Internacional da Canção, realizado anualmente, projeta Viña del Mar no cenário latino-americano e movimenta a economia local. Cassinos, parques e museus completam o roteiro urbano, permitindo alternar momentos de praia com atividades culturais e gastronômicas.

Puerto Varas: lagos, vulcões e influência alemã

Puerto Varas
Vista do Lago Llanquihue. Foto: Jeffrey Eisen/Unsplash

Localizada na Região dos Lagos, Puerto Varas é um dos destinos mais representativos do turismo no Chile voltado à natureza. Às margens do Lago Llanquihue, a cidade oferece vistas frequentes dos vulcões Osorno e Calbuco, que moldam a paisagem e orientam boa parte dos passeios. Assim, caminhar pela orla ou circular pelo centro já faz parte da experiência.

Além disso, a influência da colonização alemã é visível em diferentes aspectos. A arquitetura mistura madeira e linhas clássicas, enquanto a gastronomia valoriza peixes, frutos do mar e receitas tradicionais, como tortas e pães artesanais. Restaurantes e cafés se espalham pela cidade, criando uma rotina tranquila e bem organizada para o visitante.

Ao mesmo tempo, Puerto Varas funciona como base estratégica para explorar o entorno. O Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, com trilhas, cachoeiras e o lago Todos los Santos, está a poucos quilômetros. Cidades vizinhas, como Frutillar, conhecida por sua cena cultural e pelo Teatro del Lago, também entram facilmente no roteiro. Dessa forma, o destino permite alternar dias urbanos com incursões pela natureza.

Torres del Paine: o ícone da Patagônia chilena

Torres del Paine
Uma das mais belas paisagens do Chile. Foto: SOFCOR/Pixabay

O Parque Nacional Torres del Paine ocupa lugar central em uma visita ao Chile, especialmente entre viajantes interessados em paisagens naturais de grande escala. Localizado na Patagônia, o parque reúne montanhas escarpadas, geleiras, lagos de águas turquesa e extensas áreas de campos abertos. Assim, a experiência visual começa já nos primeiros deslocamentos internos.

Além disso, o sistema de trilhas é um dos mais conhecidos do mundo. O circuito W, mais curto e popular, e o circuito O, mais longo e exigente, estruturam o turismo de trekking na região. Ambos permitem contato direto com pontos icônicos, como as Torres, o Vale Francês e o Glaciar Grey. Por isso, o parque atrai desde caminhantes experientes até visitantes que optam por trilhas mais leves e mirantes acessíveis.

9 lugares para conhecer no Chile, segundo o site de viagens Guia Viajar Melhor
Turismo no Chile: o Guia Viajar Melhor preparou uma seleção com 9 lugares incríveis para conhecer no Chile. Foto: Gustavo Albano / Guia Viajar Melhor

Ao mesmo tempo, Torres del Paine se destaca pela biodiversidade. Guanacos, raposas, pumas e diferentes espécies de aves fazem parte do cenário. A observação da fauna ocorre tanto durante caminhadas quanto em trajetos de carro. Para organizar o fluxo de visitantes, o parque conta com refúgios, áreas de camping e hotéis dentro e no entorno, o que torna o planejamento essencial.

San Pedro de Atacama: paisagens extremas e astronomia

Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia
O deserto encanta com seus belas paisagens. Foto: David Vives/Pexels

Localizado no deserto mais árido do planeta, San Pedro do Atacama combina formações geológicas, planícies salinas e vulcões ativos. Assim, cada passeio apresenta um contraste distinto de cores, texturas e escalas. Além disso, o entorno concentra atrações muito famosas.

O Valle de la Luna impressiona pelas formações esculpidas pelo vento e pela luz do entardecer. Já os Gêiseres del Tatio revelam atividade geotérmica intensa ao amanhecer. As Lagoas altiplânicas, como Miscanti e Miñiques, completam o roteiro com águas profundas e fauna adaptada à altitude.

Ao mesmo tempo, o Atacama é referência internacional em astronomia. O céu limpo e a baixa umidade favorecem observações noturnas. Tours especializados explicam constelações, fenômenos e o papel do deserto em pesquisas científicas. Durante o dia, o vilarejo funciona como base organizada, com ruas de terra, arquitetura simples e boa oferta de hospedagens, restaurantes e agências.

Por fim, a adaptação à altitude é parte do planejamento, pois muitos passeios superam os 4 mil metros. Ainda assim, o ritmo tranquilo e a boa infraestrutura ajudam na aclimatação. Para quem busca experiências fora do circuito urbano, San Pedro de Atacama se consolida como um dos pontos altos do turismo no Chile.

Cajón del Maipo: natureza a poucos quilômetros de Santiago

Cajón del Maipo
O Embalse El Yeso é um dos cenários mais fotografados da Cordilheira dos Andes. Foto: CVC/Reprodução

Cajón del Maipo é uma das rotas mais procuradas do Chile para quem deseja sair do ritmo urbano sem longos deslocamentos. Localizado a cerca de 50 km de Santiago, o vale acompanha o curso do rio Maipo e revela paisagens de montanha, cânions e áreas protegidas. Assim, o destino funciona como extensão natural da capital.

Além disso, o roteiro oferece atividades variadas ao longo do ano. Trilhas leves e caminhadas panorâmicas atraem visitantes em busca de contato direto com a natureza. O Embalse El Yeso, por sua vez, é o cartão-postal da região. Suas águas azul-turquesa contrastam com a aridez da Cordilheira dos Andes e rendem algumas das imagens mais conhecidas do entorno de Santiago.

Ao mesmo tempo, Cajón del Maipo abriga termas naturais, como Baños Morales e Termas Valle de Colina. Esses espaços são procurados principalmente no inverno, quando a água quente ganha ainda mais destaque. Pequenas vilas ao longo do caminho mantêm restaurantes familiares, com pratos simples e produtos locais.

Pucón: aventura e vulcão ativo

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O vulcão Villarrica domina a paisagem e define o ritmo do turismo em Pucón. Foto: Ricardo Díaz/Unsplash

Um dos destinos mais dinâmicos do Chile, especialmente para quem busca atividades ao ar livre. Localizado na Região da Araucanía, aos pés do vulcão Villarrica, Pucón combina paisagens naturais e infraestrutura turística consolidada. Assim, tornou-se referência nacional em turismo de aventura.

Além disso, o entorno oferece experiências para diferentes perfis de viajantes. Trilhas em parques nacionais, como Huerquehue e Villarrica, permitem explorar florestas nativas e lagos de origem vulcânica. O rafting no rio Trancura atrai praticantes iniciantes e experientes. Já no inverno, as encostas do vulcão se transformam em área de esqui e esportes na neve.

Ao mesmo tempo, Pucón também se destaca pelas termas. Complexos como Termas Geométricas e Termas Los Pozones funcionam como alternativa de descanso após dias mais ativos. A combinação entre aventura e relaxamento amplia o apelo do destino ao longo do ano.

Por fim, o centro urbano facilita o planejamento da viagem; restaurantes, cafés, hotéis e agências ocupam uma área compacta e bem estruturada. A cidade funciona ainda como base para explorar Villarrica, Caburgua e outras localidades da região. Dessa forma, Pucón se mantém como um dos pontos mais completos do turismo no Chile.

Ilha de Páscoa: cultura ancestral no Pacífico

Ilha de Páscoa
As estátuas estão espalhadas pela ilha e sempre despertam curiosidade. Foto: Thomas Griggs/Unsplash

A Ilha de Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, é um dos destinos mais enigmáticos para quem vai fazer turismo no Chile. Isolada no Oceano Pacífico, a mais de 3.700 quilômetros do continente, a ilha preserva sítios arqueológicos únicos, marcados pelos moais, esculturas monumentais que se tornaram símbolo da cultura polinésia local. Assim, cada visita envolve não apenas paisagens, mas também interpretações históricas e espirituais.

Além disso, o Parque Nacional Rapa Nui concentra boa parte dos principais atrativos. Locais como Ahu Tongariki, Rano Raraku e Orongo ajudam a compreender a organização social e religiosa dos antigos habitantes. As trilhas entre vulcões extintos, falésias e campos de lava revelam uma natureza moldada pela atividade geológica, sempre próxima do mar.

Ao mesmo tempo, o contato com a cultura viva da ilha amplia a experiência. Festas tradicionais, danças, música e artesanato fazem parte do cotidiano local. A vila de Hanga Roa concentra hospedagens, restaurantes e serviços, mantendo um ritmo próprio, diferente do restante do país. A logística exige planejamento, o acesso é feito por voos regulares a partir de Santiago, e o número de visitantes é controlado.

Turismo no Chile: um país que muda a cada roteiro

Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia
Valparaíso revela sua identidade entre morros coloridos, elevadores históricos e o cotidiano. Foto: Chile Travel/Reprodução

Do Atacama à Patagônia, o turismo no Chile revela um país de contrastes claros e bem definidos. Desertos extremos, cidades históricas, regiões vinícolas, lagos vulcânicos e áreas glaciais convivem em um território estreito, porém altamente diverso. Assim, cada deslocamento representa uma mudança real de paisagem, clima e ritmo de viagem.

Além disso, o Chile se consolidou como um dos destinos mais organizados da América do Sul. A infraestrutura turística facilita a montagem de roteiros variados, com boa conectividade aérea, estradas conservadas e parques nacionais estruturados. Ao mesmo tempo, o país preserva forte identidade cultural, perceptível na gastronomia, na produção local e na valorização do patrimônio histórico e natural.

Por isso, viajar pelo Chile atende perfis muito distintos. Há opções urbanas e culturais, como Santiago e Valparaíso. Há destinos voltados à natureza e à aventura, como Torres del Paine, Pucón e San Pedro de Atacama. E há regiões ideais para descanso e contemplação, como Puerto Varas e Viña del Mar. Cada escolha pode ser combinada de forma estratégica, sem longos deslocamentos desnecessários.

Por fim, o turismo no Chile se destaca pela previsibilidade e pela diversidade. É possível planejar com antecedência, adaptar o roteiro às estações do ano e explorar o país em diferentes viagens. Assim, o Chile deixa de ser apenas um destino pontual e passa a ser um território que convida a retornos constantes.

Turismo no Chile: 9 lugares para conhecer do deserto à Patagônia
Dicas para montar um roteiro de turismo no Chile que vai te apresentar as belezas da região. Foto: Diego Jimenez/Unsplash

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