Se você quer viajar para a terra da Cordilheira dos Andes é bom ficar de olho em alguns detalhes. Como na maioria dos países latino-americanos, também este tem algumas peculiaridades que devem ser observadas. Por exemplo, o plano Fronteiras Protegidas, que entrou em prática desde 26 de julho de 2021, permite a mobilidade de pessoas residentes ou em visita no país desde que consigam provar que concluíram o esquema de vacinas e possuam o chamado passe de mobilidade habilitado.

De acordo com a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) a medida em questão é considerada extremamente restritiva a partir do momento que limita os usuários de transportes aéreos e não favorece a recuperação do setor turístico por ainda exigir que os viajantes cumpram a quarentena obrigatória na reentrada do país, além de impedir que menores ainda sem o esquema de vacinação completo saiam do Chile, o que afeta diretamente seus responsáveis que precisam viajar.

Para a entidade “a medida é ineficaz e viola um direito fundamental das pessoas”. A ALTA entende que existem alternativas para controlar a propagação do vírus sem violar o direito à mobilidade e sem afetar itens necessários à população como economia, emprego e bem-estar. Para eles o governo do país deve ampliar os diálogos para futuras conversas e debates sobre a questão a fim de proteger as pessoas e conseguir que milhões de empregos sejam recuperados.

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O que importa, neste caso, é como a situação fica no começo do Ano Novo. Há algumas novidades anunciadas no fim de 2021, como o fato de algumas fronteiras terrestres serem habilitadas entre o fim de dezembro e o início de janeiro. As que interessam aos brasileiros abrem em quatro de janeiro: os ‘pasos’ Los Libertadores (entre Santiago e Mendoza), Cardenal Samoré (entre Bariloche e Puerto Varas) e Dorotea (entre El Calafate e Torres del Paine).

A partir de 22 de dezembro, por conta da abertura dos postos fronteiriços da Patagônia austral, a Terra do Fogo argentina volta a ter acesso por terra para estrangeiros.

Há uma série de postos de fronteiras terrestres que serão habilitados na seguinte ordem:

Abertos desde 22 de dezembro: Paso Futaleufú, Los Lagos (Patagônia); Paso Huemules, Aysén (Patagônia); Paso Jeinimeni, Aysén (Patagônia); Paso Integración Austral, Magallanes (Terra do Fogo).

Abertos em quatro de janeiro: Paso Los Libertadores (entre Santiago e Mendoza); Paso Cardenal Samoré (entre Bariloche e Puerto Varas); Paso Dorotea (entre El Calafate e Torres del Paine); Paso Pino Hachado (entre Pucón e Neuquén); Paso Agua Negra (entre La Serena e Córdoba); Paso Challacuta (entre Arica e Tacna no Perú).

Documentos para entrar no Chile em 2022

documentos para entrar no chile

Entrar no Chile: documentos e requisitos para viajar em 2022. Foto: Trevor Vannoy / Unsplash

Conseguir se entender com a papelada não é fácil, mas vamos tentar dar uma orientação da melhor forma possível enquanto a situação não volta ao normal. Para viajar para o Chile é necessário ir com um passaporte válido por seis meses a partir da chegada ao Chile ou carteira de identidade (RG) emitida pelas Secretarias de Segurança dos Estados e DF, com data de emissão inferior a dez anos.

Importante observar que as dúvidas sobre o RG devem ser sanadas com a Polícia Federal brasileira no site oficial sob o link que trata do Mercosul. O que dá para dizer com certeza absoluta é que os turistas não necessitam de visto ou vacina contra a febre amarela. Outro detalhe que vale a pena ressaltar: RG militar não é aceito para viagem ao país.

O site do governo federal brasileiro afirma: “É possível viajar a países do MERCOSUL sem passaporte desde que se trate de viagem a TURISMO e o viajante esteja portando uma CÉDULA DE IDENTIDADE em bom estado de conservação e cuja fotografia ainda identifique plenamente o titular. Atenção: Embora a identidade não tenha prazo de validade por lei, as companhias aéreas, bancos e cartórios podem negar identidades emitidas há mais de 10 anos, por medida de segurança contra fraudes. Havendo dúvida quanto o estado de conservação, quanto à fotografia ou quanto à data de emissão da identidade, a empresa aérea escolhida deve ser consultada com antecedência, evitando transtornos no dia embarque. CNH, OAB, CRM, certidão etc, NÃO são aceitos como documento de viagem para ingresso nos países do ᴍᴇʀᴄᴏsᴜʟ”.

Para os casos  em que o motivo da viagem não seja o de fazer turismo, como ir a trabalho, estudo ou residência, enre outros, o RG não será suficiente, sendo obrigatória a apresentação de passaporte válido e visto específico.

 

A entrada será permitida para quem possuir os seguintes documentos em ordem:

RG ou passaporte válido – No primeiro caso o documento precisa estar em boas condições de conservação e com foto atual. Em caso de dúvidas o agente de migração pode solicitar o passaporte, que precisa estar dentro do prazo de validade.

Comprovante de vacinação completa contra a Covid-19 – A data da última dose deve ser de pelo menos 14 dias antes da viagem ao Chile. O comprovante de vacinação deve ser validado através do site mevacuno.gob.cl

Teste PCR negativo para a Covid-19 – Deve ter sido feito em no máximo 72 horas antes do embarque. Caso seja necessário o viajante deverá realizar outro teste PCR ao chegar no país. Caso dê resultado positivo ficará em quarentena por cinco dias ou até obter prognóstico negativo. O site oficial do turismo chileno indica que o resultado leva de 12 a 24 horas para ficar pronto. Após a liberação o viajante deverá se comprometer a enviar para as autoridades chilenas por e-mail um relato diário sobre seu estado de saúde.

Estão dispensados de fazer o teste PCR na chegada ou passar por quarentena de cinco dias apenas as pessoas que tomaram a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 (dose extra da vacinação completa), que deve ter sido aplicada necessariamente nos últimos seis meses que antecederem a viagem. No Brasil as doses de reforço foram liberadas para a população maior de 18 anos a partir do final da terceira semana de novembro de 2021.

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