Os mistério da Pedra da Gávea

A Pedra da Gávea é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio de Janeiro. A pedra é o maior bloco à beira mar do mundo. O sue topo proporciona uma incrível vista com 847 metros de altura, atraindo diversos turistas para curtir as paisagens lindas do Rio de Janeiro em uma outra perspectiva.

O que a maioria não sabe é que o local também é palco de diversas lendas e mistérios. Batizada em 1502, a Pedra da Gávea foi a primeira montanha carioca a ser batizado com um nome em português. No alto de uma montanha costeira, esta escultura nos lembra um rosto. Além dessa peculiaridade a rocha também possuí inscrições misteriosas que segundos historiadores seriam impossíveis de terem sido feitas pela natureza, essa inscrições também dão indícios de uma língua extinta.

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Existe uma versão ou hipótese que ganhou amplitude para explicar as gravações na Pedra da Gávea. Na verdade, trata-se de estudos feitos com seriedade por um arqueólogo e professor de habilidade científica. Este professor chamado Bernardo da Silva Ramos foi o primeiro que conseguiu ver um código que fizesse sentido gravado na Pedra da Gávea, e assim fazer uma tradução e decodificação das supostas inscrustações na rocha.

No ano de 1928, o professor para muitos solucionou o mistério, ao conseguir decodificar o significado dos escritos na Pedra da Gávea publicado em seu livro “Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica”, livro que apresentava a reprodução de inúmeros inscritos encontrados por ele como também por outros arqueólogos no Brasil. Em seu livro ele relata várias inscrições encontradas em várias partes do país contendo caracteres dos fenícios, árabes, gregos e até de alfabeto chinês.

Com relação aos inscritos da Pedra da Gávea ele chegou à seguinte conclusão após um complicado trabalho que envolveu a identificação das letras uma a uma, uma tradução para o hebraico, uma transliteração para o Português (representação dos caracteres da outra língua por caracteres correspondentes à língua Portuguesa) e tradução para o Português.

A imagem abaixo mostra a sequência destes estudos.

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A inscrição, encontrada na “cabeça” da Pedra da Gávea escrita em fenício arcaico, cuja tradução lida da direita para a esquerda diz: “Tyro Phenicia Badezir Primogênito de Jethbaal”.

Em 1963 um arqueologista e professor com habilidade científica chamado Bernardo A. Silva Ramos traduziu as inscrições como: “LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT”. Lido da direita para à esquerda (assim como no árabe e no hebreu atual se lê da direita para à esquerda). Que traduzido significa: Tyro Phoenicia Badezir Primogênito de Jethbaal. JETH-BAAL OU YET-BAAL, é um nome que se refere a dois irmãos “gêmeos”, filhos mais velhos de BADEZIR.

Segundo historiadores, existiu um Rei Fenício em 856 antes de Cristo, chamado Badezir, que segundo a primeira tradução substituiu o Rei Jethbal, seu pai, no trono real de Tyro.Mas de acordo com a segunda tradução, foi Badezir o pai dos irmãos Jeth-Baal. Caso esta hipótese fosse confirmada com provas arquelógicas, poderia-se acreditar que os Fenícios estiveram no Rio cerca de 800 anos antes de Cristo, e que a Pedra da Gávea seria uma tumba onde Badezir ou Jeth-Baal estaria enterrado, e as feições humanas moldadas na pedra seriam o rosto de Badezir ou Jeth-Baal.

Teoria da Esfinge e tumba Fenícia

A teoria acerca dos Fenícios foi formulada em função dos inscritos, e também associada à formação rochosa semelhante à uma face ou busto, que alguns assemelham à uma esfínge, que seria um memorial fenício ou uma tumba.

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Outros sítios arqueológicos foram encontrados em Niterói, Campos e Tijuca que sugerem que os fenícios de fato, a cerca de três mil anos atrás, eles por lá perambularam também. Em uma ilha na costa da Paraíba, outro estado do Brasil muito longe do Rio, pedras ciclópicas e ruínas de uma antiga construção com quartos enormes, corredores e passagens extensas foi encontrado.

Segundo alguns especialistas, as ruínas seriam de construções de uma relíquia deixada pelos fenícios, apesar de existirem pessoas que contestam as conclusões desse tipo. Robert Frank Marx, um arqueólogo americano interessado em descobrir indícios de navegação pré-colombiana no Brasil, iniciou em 1982 uma série de mergulhos na baía da Guanabara à procura de restos de barcos antigos.

Sobre esta pesquisa do Arqueólogo, Robert F. Marx, O Globo publicou: Buscando provas da navegação pré-colombiana no Brasil, e sugerindo que um navio fenício pode ter naufragado na baía de Guanabara, o arqueólogo americano Robert Frank Marx iniciou uma série de mergulhos na referida baía, para tentar descobrir embarcações fenícias naufragadas e provar, assim, que o Brasil e sua costa foram visitados em um passado muito remoto, pelos barcos dessa civilização semita do Oriente Médio, os fenícios de Tiro e Sidon. Não encontrou o navio afundado, mas descobriu algo muito interessante: ânforas (vasos) e outras peças fenícias!

O caso da descoberta dessas ânforas fenícias no leito da baía de Guanabara sempre foi tratado com o maior sigilo e sua descoberta foi revelada somente em 1978, com vagas informações.  O nome do mergulhador que encontrou as três ânforas, junto com outras 12 peças arqueológicas, foi revelado, após a conferência do Museu da Marinha, pelo presidente da Associação Profissional de Atividades Subaquáticas, Raul Cerqueira. Trata-se do mergulhador José Roberto Teixeira, membro da associação que ficou com uma ânfora e entregou as outras à Marinha. O cabo José Tadeu Cabral, que tem mestrado em Arqueologia Pré-Histórica e trabalha no Museu da Marinha, disse que as peças, com capacidade para 36 litros, estão guardadas pelo Governo brasileiro, em um local sigiloso. Afirmou o jornal  “O GLOBO”, em notícia publicada em 23 de setembro de 1982.

Teoria tumba Egípcia

Se vista de determinados pontos da Lagoa Rodrigo de Freitas, ou principamente de quem está indo em direção ao tunel Dois Irmãos, perto da PUC e Planetário do Rio, poderá ver semelhança com um sarcófago egípcio em posição horizontal.

Apesar de existir alguma semelhança, a parte da cabeça do sarcófago é um tanto desproporcional, à menos que tivesse sido inspirado em um sarcófago de algum faraó com uma cabeça enorme e desproporcional ao peito. Além do mais, a parte dos pés teria sido corroída pela erosão.

Entretanto, pode-se dizer que pode ter alguma semelhança com a forma de uma sarcófago como mostram as fotos que se alternam, onde em uma delas aparece um sarcófago sobreposto ao topo da Pedra da Gávea.
Mas vejamos bem. Os Egípcios usavam sarcofágos em tamanho natural, e como monumento funerário usavam no caso de algo monumental as Pirâmides. Seguindo esta linha de raciocínio, tudo indica que, a hipótese de Egípicios terem estado no Brasil e esculpido um sarcófago gigante no topo da Pedra da Gávea, para ser tumba de algum Faraó parece contrariar a lógica e bom senso.

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Embora não haja evidências sólidas de que a rocha é de fato um antigo marco sagrado de algum tipo, ou um monumento arqueológico, há muitas partes dela que merecem um estudo mais detalhado, a Pedra da Gávea permanece como um lugar para caminhantes, andarilhos e alpinistas, e às vezes como um esconderijo para bandidos. Mas sem dúvida é um dos mais belos panoramas do Rio de Janeiro e do Brasil, é um privilégio daqueles que ousam desafiar a gravidade. Se foi uma vez o túmulo de Badezir ou a entrada para Agharta, hoje é só mais um outro local para Eco-turistas, e um lugar ainda não tão bem explorado. Mas o mistério da pedra sempre será parte da vida dos cariocas. Sempre haverá alguém para perguntar:

– Quem seriam os autores de um monumento tão grandioso?
– Por que eles o construíram?
– Seriam o mesmo povo que esculpiu as Linhas de Nazca no Peru?
– Será que os construtores foram os fenícios?
– Se sim, como eles conseguiram atravessar os mares e o oceano Atlântico para chegar até aqui há três mil anos em nosso passado?

Outros fatores que levaram à muitas histórias sobre a rocha:

– A aparência da grande cabeça com os dois olhos (não muito profundos e sem comunicação entre eles) e as orelhas, e o local de um nariz;
– As pedras enormes no topo da cabeça que se assemelham a uma espécie de coroa ou adorno;
– Uma cavidade enorme na forma de um portal no norte-leste parte da cabeça que é de 15 metros de altura, 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;
– Um observatório na parte Sudeste como um dólmen, contendo algumas gravuras;
– Um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;
– As famosas e controversos inscrições no lado da rocha;
– Algumas outras inscrições pequenas se assemelham a cobras, raios de sol e etc, localizados em todo o topo da montanha;
– O local de um suposto nariz, que teria caído há muito tempo.

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Fonte: riodejaneiroaqui.com

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