Turismo em Belém: o que ver e fazer

Erguida às margens da baía de Guajará, principal via fluvial que dá acesso a maior floresta do mundo, Belém a capital do estado do Pará é uma das portas de entradas para a selvagem e fascinante floresta amazônica, uma região cheia de peculiaridades e exotismo que seguem presentes no dia a dia das pessoas que vivem nesse território. Características tão marcantes que podem ser notadas facilmente em um pequeno city tour pela cidade.

O Mercado do Ver-o-peso é o principal cartão postal de Belém, um simples passeio pelos corredores da maior feira ao ar livre da América Latina é como mergulhar de cabeça na cultura, gastronomia e tradição da amazônia. Nele você irá encontrar milhares de produtos típicos como temperos, ervas medicinais, peixes, frutas exóticas, artesanatos e as famosas garrafadas, líquidos coloridos vendidos em pequenas garrafinhas que prometem acabar com problemas de saúde, um período maior de juventude, mau olhado e até mesmo conquistar a pessoa amada em poucos dias.

Deixe-se levar pelo ritmo marcante do carimbó, dança de roda de origem indígena típica do litoral do estado que agita bares e casas noturnas e que caiu no gosto popular dos papa chibés, expressão que denomina um paraense autêntico, nascido e criado no estado. Refresque-se do calor intenso com os diferentes sucos naturais das frutas típicas da região, destaque para o açaí, o taperebá, o cupuaçu e o bacuri. Além dos sucos uma boa pedida é apreciar um belo pôr do sol da Estação das Docas, tomando uma cerpa ou as cervejas artesanais da premiada Amazon Beer, com uma cartela de sabores autênticos e exóticos para cervejeiro nenhum botar defeito.

Construída ao redor do Forte do Castelo (conhecido também como Forte do Presépio), o primeiro bairro de Belém chamado de Cidade Velha abriga algumas das construções mais importantes da encantadora metrópole rodeada de belas paisagens, como a Catedral da Sé com arquitetura em estilo barroco-colonial e neoclássico, a Casa das Onze Janelas, a Igreja de Santo Alexandre e o antigo Palácio Episcopal que fazem parte do complexo chamado Feliz Luzitânia.

A cidade das mangueiras tem quase toda as suas ruas pinceladas por diversos tons de verde das gigantescas árvores que de tão grandes, conseguem esconder alguns arranha céus e casarios da época colonial, herança marcante deixadas pelos diversos povos que passaram e viveram na primeira capital da Amazônia durante o ciclo da borracha, período de apogeu do estado do Pará.

Belém segue convivendo com toda a sua história mas vem chamando atenção pelas modernidade das novas construções que vem aparecendo em torno dos belos parques e praças que carregam monumentos históricos importantíssimos, como os bairros de Nazaré, Batista Campos e o Umarizal, que reúne inúmeros condomínios verticais modernos e luxuosos, shoppings, restaurantes e bares, tornando-se o queridinho do mercado imobiliário.

No segundo domingo de outubro a cidade para e recebe milhares de fiéis vindos dos quatro cantos do mundo para acompanhar uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Realizado a mais de dois séculos o Círio de Nazaré reúne mais de 2 milhões de fiéis todos os anos que fazem diversas manifestações e homenagens para Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus. O Círio de Belém foi registrado em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

O início da imensa manifestação de fé no Pará, teve início em 1700 quando o caboclo Plácido José de Souza encontrou uma pequena imagem da Senhora de Nazaré às margens do Igarapé Murutucú. Após o encontro do objeto, Plácido teria levado a imagem da santa para a sua casa e, no outro dia, ela já não estava mais lá. Em seguida o caboclo retornou ao local e para sua surpresa a imagem estava no mesmo lugar. O fato se repetiu inúmeras vezes e a notícia se espalhou rapidamente e a “Santinha” foi levada para o Palácio do Governo e hoje tradicionalmente, a imagem é levada da Catedral de Belém à Basílica Santuário.

Outra maneira de descobrir as características da diversidade paraense é conferir as especiarias da gastronomia local. São inúmeros pratos com sabores e aromas inusitados vindos de receitas com tradição indígena como o pato no tucupi, o famoso filhote e a caldeirada paraense que deram o título internacional de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco.

Apesar do clima sempre estar com temperaturas elevadas a chuva é um fenômeno frequente no cotidiano dos paraenses, a pergunta – Você vai sair antes ou depois da chuva? é uma expressão que você vai escutar bastante se tiver a oportunidade de conhecer alguém da cidade. Devido ao clima quente e úmido, em Belém chove praticamente todos os dias sendo que antigamente, a cidade tinha fama do fenômeno aparecer com hora marcada. Por voltas das 14h, religiosamente, os pingos d’água amenizavam o bafo quente das tardes nessa região que fica próxima a altura da linha do equador.

O que fazer:

Ver-o-Peso

A maior feira livre da América Latina está em Belém e é o principal cartão postal do estado. No mercado do Ver-o-Peso você vai encontrar milhares de produtos típicos como temperos, ervas medicinais, peixes amazônicos, frutas exóticas e artesanatos. Não deixe de experimentar o açaí regional moído na hora podendo ser adicionado farinha de tapioca, farinha d’agua ou peixe frito.

Foto: Paratur

Estação das docas

A Estação das Docas é um enorme complexo turístico resultado de uma restauração do antigo porto fluvial de Belém. Hoje o local oferece diversas opções de gastronomia, moda, lazer e eventos. À beira da baia do Guajará com 500 metros de extensão voltados para orla o espaça comporta três armazéns, distribuídos em 32 mil metros quadrados.

Estação das Docas - Belém

Foto: Marcos Rodrigues

Mangal das Garças

Construído nas margens do Rio Guamá, o Mangal das Garças é um parque ecológico que ocupa uma área de 40 mil m². O parque abriga diversos animais, lagos artificias, um mirante, um borboletário e o restaurante Manjar das Garças, um dos melhores da cidade.

Foto: Michel Braga de Oliveira

Parque Emílio Goeldi

Situado no centro urbano de Belém, o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi possui uma área de 5,2 hectares. O parque concentra o Museu Goeldi e alguns animais como a onça-pintada, jacaré-açu, antas, macacos, cutias e lagartos.

Parque Emílio Goeldi - Belém

Foto: Antonio Mokarzel

Pólo Joalheiro

Instalado no antigo presídio da cidade, o local hoje abriga um pólo cultural que engloba a Casa do Artesão e o Museu das Gemas do Estado. O espaço também conta com um espaço que vende jóias e artesanatos.

Pólo Joalheiro - Belém

Foto: Blog Espaço Aberto

Theatro da Paz

Financiado pelos barões da borracha o Theatro da Paz foi construído inspirado no Teatro Sacalla de Milão na Itália. Destacam-se, na decoração, materiais e objetos trazidos da Europa, como o lustre e as estátuas de bronze francesas, o piso de pedras portuguesas e a escadaria em mármore italiano.

Theatro da Paz - Belém

Foto: Renato Luiz Ferrera

Basílica de Nazaré

A Basílica Santuário de Nazaré é uma das igrejas mais belas de Belém, e possuí uma arquitetura impressionante com estilo neoclássico. Erguida no mesmo local onde foi achada a imagem de Nossa Senhora às margens do Igarapé Murucutuem 1852 é a única basílica da região amazônica e tornou-se Santuário em 2006.

Basílica de Nazaré - Belém

Foto: Fernando Sette Câmara

Forte do Presépio

O Forte do Presépio, também conhecido como Forte do Castelo, foi levantado em 1616 para conter ataques indígenas e de corsários ingleses e holandeses que rondavam a região. Ao longo dos anos passou por várias transformações e atualmente abriga o Museu do Forte do Castelo de São Jorge que exibe objetos indígenas e cerâmica marajoara com foco na colonização da Amazônia.

Foto: Hugo Paixão

Catedral da Sé

A Igreja da Sé de Belém é um dos principais e mais importantes monumentos do Pará seja no ponto de vista histórico, cultural ou arquitetônico. Criada em 1748 com base no projeto do arquiteto italiano Antonio José Landi, a igreja foi nomeada na época como Igreja Cathedral de Santa Maria de Bellem do Grão Pará.

Catedral da Sé - Belém

Foto: Léo Soares

Outros atrativos turísticos em Belém:

  • Museu de Arte Sacra do Pará
  • Parque da Residência
  • Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico da Amazônia
  • Corveta Museu Solimões
  • Praça da República
  • Palacete Bolonha
  • MHEP – Museu Histórico do Estado do Pará
  • Museu de Arte de Belém (MABE)
  • Teatro Experimental Waldemar Henrique
  • TEstação Gasômetro

Como chegar:

De avião
Aeroporto Internacional de Belém Val de Cans recebe voos diários das principais capitais do Brasil.

De carro
De São Luís: 791 km com acesso pela BR-316.
De Manaus: 2992 km com acesso pela BR-230.
De Cuiabá: 2280 km com acesso pela BR-158.

De ônibus
A cidade recebe ônibus diários de diversas capitais brasileiras. Para informações atualizadas de quais companhias operam até Belém, vale ligar na rodoviária da capital paraense.
Terminal Rodoviário de Belém
Tel: (91) 3266-2625

Onde ficar:

Regente Hotel
Av. Gov. José Malcher, 485 – Nazaré, Belém
Tel: (91) 3181-5000
www.regentebelem.com.br

Radisson Hotel
Brás de Aguiar, 321, Passagem Comendador Pinho
Tel.: (91) 3205-1399
www.atlanticahotels.com.br/hotel/belem/radisson-hotel-belem

Hotel Golden Tulip Belém
Tv. Dom Romualdo de Seixas, 1560 – Umarizal
Tel.: (91) 3366-7575
www.goldentulipbelem.com

Ibis Budget Belém
Av. José Bonifácio, 244 – São Brás
Tel.: (91) 3202-7600
www.ibis.com

Hotel Grão Pará
Av. Pres. Vargas, 718 – Campina
Tel.: (91) 3321-2121
www.hotelgraopara.com.br

Beira Rio Hotel
Av. Bernardo Sayão, 4804 – Guamá
Tel.: (91) 4008-9000
www.beirariohotel.com.br

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