Passear pela Avenida Paulista é uma das melhores formas de conferir o que São Paulo tem para oferecer. Por ser um local tão variado e cheio de surpresas, uma simples caminhada poderá te surpreender. Até mesmo para quem quer gastar pouco ou até menos de 10 reais.

Mas por que esse fascínio por esta que é uma das principais vias da cidade? Tudo depende, claro, da disponibilidade do interessado em encontrar o passeio certo. A avenida está cheia de pontos badalados, mas também de atrações culturais bem mais em conta. Por exemplo, há um pequeno parque de mata nativa, o Parque Siqueira Campos, comumente chamado de Trianon, e o Museu de Arte de São Paulo (MASP), conhecido não apenas por seu excelente acervo de pinturas, esboços e esculturas europeias e nacionais de Renoir, Picasso e autores brasileiros modernistas, mas também pela arquitetura moderna de seu edifício, cuja sala de exposição é composta por um único bloco de concreto e janelas de vidro suspensas e sustentadas por duas colunas verticais de concreto para que a vista da Avenida 9 de Julho e da serra da Cantareira ao norte daqui não seja prejudicada.

O espaço vazio no vão do MASP é aproveitado pela Feira de Antiguidade – todos os domingos, com projeções de filmes abertos e outros eventos culturais e públicos. Dedicado em 1968 pela Rainha Elizabeth II do Reino Unido, o MASP é, pela conformidade, um marco da cidade.

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Vários centros culturais se alinham na Avenida Paulista. O Centro Cultural Itaú, próximo à Casa das Rosas, no Paraíso, é um espaço expositivo; o Centro Cultural FIESP/CIESP é um espaço expositivo de artes e ofícios. Também abriga o Teatro Brasileiro de Comédia, que distribui ingressos gratuitos para suas apresentações semanais.

Os grandes shoppings de rua, alguns dos quais já denominados como edifícios históricos, incluem o Center Três, o Conjunto Nacional, a Grande Avenida, a Gazeta, o Top Center e o Shopping Pátio Paulista. Eles são conhecidos por seus cafés, instalações de internet, restaurantes, lanchonetes, lojas e cinemas.

Os oito passeios selecionados foram pensados para quem quer apenas aproveitar a região sem se preocupar com gastos em excesso. Por isso fique atento às dicas e procure sempre se informar se há alguma providência extra a ser tomada.

Passeios para fazer na Av. Paulista

Casa das Rosas (Av. Paulista, 37)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

O Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, comumente chamado de Casa das Rosas, é um museu e centro cultural localizado no começo da Paulista. Projetada e construída por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, a clássica mansão de estilo francês foi residência da família Ramos de Azevedo até 1985. O edifício foi projetado em 1930 e a construção foi concluída em 1935.

Em 22 de outubro de 1985 o imóvel foi tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) como um marco histórico. Após uma reforma, a Casa das Rosas foi reaberta em 19 de setembro de 1995. Em 2004 mudou seu nome para incluir “Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura”. Desde então a entidade tem mandato legal para promover e divulgar a poesia e a literatura em geral, preservar a Coleção Haroldo de Campos (doada por sua família) e preservar o próprio edifício.

Operado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, cerca de 80.000 visitantes por ano participam de cursos, workshops, exposições e apresentações de diversos tipos na Casa das Rosas. Cada evento tem seu preço, a maior parte deles populares, mas há alguns que são gratuitos. O local sempre está cheio de amantes das artes que buscam apenas uma tarde relaxante ou mesmo fazer novas amizades com um interesse em comum.

Japan House São Paulo (Av. Paulista, 52)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

Uma verdadeira fonte de intercâmbio com a cultura japonesa por meio de tecnologia, o centro cultural patrocinado pelo governo japonês foi inaugurado em maio de 2017 e tenciona mostrar aos visitantes uma visão moderna do país. Esse projeto, que tem unidades instaladas também em Londres e Los Angeles, veio como um marco e reconhecimento para a população japonesa presente na cidade.

O prédio se destaca de todos os que estão à sua volta. Sua fachada de 36 metros de largura e 11 metros de altura composta de 630 peças de madeira hinoki (pinheiro típico do Japão) foi encaixada por cinco artesões vindo diretamente do Japão, dando um ar de curiosidade para quem passa. A fachada de madeira hinoki trazida do vale do Kiso, mescla com os cobogós, elemento vazado feito com tijolo e cimento que surgiu no nordeste na década de 20, que no Japan House ganha versão de concreto em fibra.

No primeiro andar há três salas para apresentação de seminários e workshops com divisórias de correr que criam ambientes diferentes de acordo a atividade relacionada. Os temas apresentados são ligados diretamente às exposições, além de apresentar outros assuntos, como técnicas artesanais japonesas, negócios, moda, gastronomia, fotografia, tecnologia e muito mais. E o melhor: tudo grátis. basta retirar em até uma hora antes do início da atividade uma senha na recepção. A programação está no site oficial da entidade.

MASP (Av. Paulista, 1578)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

Já falamos sobre o Museu de Arte de São Paulo, mas sempre é bom lembrar que o lugar apresenta exposições nacionais e internacionais regularmente e acessíveis ao público. O truque: a entrada é gratuita toas as terças-feiras o dia todo até as 18hs. O mesmo vale para a primeira quarta-feira de cada mês.

Além das exposições o lugar também oferece cursos que complementam os assuntos das exposições. Fique de olho e cheque sempre o site oficial da entidade: alguns são  por preços simbólicos, enquanto outros já são mais caros. Depende do que você procura e da oferta. Mas a atividade cultural sempre está presente por lá.

A feirinha de artesanato e antiguidades que acontece no vão do prédio todos os domingos é uma oportunidade de encontrar itens raros e próprios para um presente diferente. Vale a pena passar algumas horas observando os expositores e checando as mercadorias. Dificilmente se sai de lá de mãos abanando. E muita coisa pode ser encontrada por até 10 reais.

Parque Trianon (entrada pela R. Peixoto Gomide, 949)

Avenida Paulista

Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

Inaugurado em três de  abril de 1892 o Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon começou suas atividades apenas um anos depois que a Paulista foi inaugurada. Projetado pelo paisagista francês Paul Villon e inaugurado pelo inglês Barry Parker, recebeu o nome de Trianon por conta do restaurante de mesmo nome criado pelo imigrante italiano Vicente Rosatti nas dependências do Belvedere da Paulista e localizado em frente ao parque, onde hoje está situado o Museu de Arte de São Paulo.

O Parque foi comprado pela Prefeitura com auxílio financeiro da Câmara Municipal, em 1911. Em 1931 recebeu sua denominação atual em homenagem a um dos heróis da Revolução do forte de Copacabana, na Revolta Tenentista de 1924, o Tenente Anttônio de Siqueira Campos.

Abre todos os dias das 6h às 18h. Possui playgrounds, aparelhos de ginástica e a “Trilha do Fauno”, um caminho com 600 metros que conecta a Avenida Paulista à Alameda Santos, onde é possível encontrar duas estátuas: Fauno, de Vítor Brecheret, e Aretusa, de Francisco Leopoldo e Silva. Aos domingos e feriados, entre 7h e 16h, o parque é um dos pontos do circuito Centro-Paulista da Ciclofaixa de lazer. Por domingo chega a receber cerca de oito mil visitantes.

Sesc Paulista (Av. Paulista, 119)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

Todo Sesc é uma aventura pela quantidade de coisas interessantes que podem ser encontradas por lá tanto gratuitas quanto a preços populares. Mas a unidade da Paulista provou que os paulistanos esperavam por isso há tempos. Inaugurada em 2018, logo se tornou um dos pontos mais frequentados por turistas ou por quem só quer alguns momentos de lazer no meio da bagunça diária da avenida.

São 2 subsolos, térreo e 17 pavimentos, onde podemos encontrar salas de exposições, de espetáculos, de aulas, biblioteca e muito mais. Outro destaque gratuito é o mirante que permite uma vista espetacular, localizado no 17o  andar.

Mas tenha paciência: por ser muito procurado, a fila para subir pelo elevador pode ser de moderada a bastante cheia. Há relatos de pessoas que esperaram de 15 minutos a meia hora para poder subir. E com a pandemia o controle é rígido e somente são admitidos novos observadores quando os anteriores voltam.

Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

Sem dúvida o item mais estranho de nossa lista, o Conjunto Nacional é uma mistura de centro cultural e comercial. Com projeto de autoria do arquiteto David Libeskind, se caracteriza por ser um dos primeiros grandes edifícios multifuncionais modernos implantados na cidade de São Paulo.

O complexo caracteriza-se pela conjugação de diferentes utilizações numa mesma estrutura urbana: no interior do edifício encontram-se as seguintes utilizações: residencial, comercial, serviços e lazer. A relação entre os usos coletivos de comércio, lazer – e utiliza residências particulares – dá a composição entre duas partes: na parte horizontal, que ocupa todo o quarteirão onde será implantado o prédio – é uma galeria comercial, e na parte vertical, que ocupa apenas uma parte da projeção do terreno são os apartamentos.

A proposta da Galeria na Assembleia Nacional tornou-se um paradigma arquitetônico para projetos de edificações semelhantes na região central de São Paulo durante a década de 1950. O Conjunto Nacional possui restaurantes, escritórios e outros tipos de lojas e serviços, além da maior livraria da América Latina em área construída, a Livraria Cultura, que ocupa o antigo espaço do Cine Astor. Curiosamente é na livraria que muita gente se encontra para folhear os livros e conversar, já que a entrada é gratuita.

Parque Prefeito Mário Covas (Av. Paulista, 1853)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

O Trianon não é o único espaço verde na região. Próximo ao encontro da Paulista com a Rua Augusta fica o Parque Mário Covas, inaugurado em 24 de janeiro de 2010. Possui uma área de 5,4 mi metros quadrados e  foi custeada pelo Banco Itaú.

O espaço é muito arborizado e conta com trilhas, bancos, equipamento de ginástica, mesas de piquenique e banheiros. O endereço foi residência oficial do intelectual das letras, René Thiollier. Seu pai, Alexandre Honoré Marie Thiollier construiu a casa de campo em 1903. A família morava na Rua XV de Novembro, 60, onde existiu a primeira Livraria de São Paulo, a Casa Garraux. Em 1909, com problemas de saúde, foi para Europa se tratar e alugou a Villa Fortunata, nome em homenagem a sua mulher, para uma família com três filhos. Foi lá que o quarto filho nasceu, que viria a ser Roberto Burle Marx, paisagista.

Por 55 anos a propriedade que havia no terreno foi palco de grandes encontros com intelectuais, saraus e jantares com a elite intelectual. Por conta disso há controvérsias por conta do nome, que remete ao político do PSDB. Há um projeto para mudar de nome, mas até o momento não foi aprovado.

Centro Cultural Coreano no Brasil (Av. Paulista, 460)

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Passeios para baratos fazer na Av. Paulista. Foto: Divulgação

Adornado com a estátua chamada de Greeting Man, que simboliza a paz e a harmonia entre as pessoas, o centro cultural foi inaugurado em 2019 para servir como um nexo com a cultura corena e apoio entre Brasil e Coréia.

Dentre as atividades que podem ser encontrada por lá estão aulas de coreano, taekwondo, K-pop e comida coreana, além de muitos materiais sobre o país e uma programação variável de exposições, filmes e apresentações artísticas.

Há espaços interativos de obras de arte digitais, um espaço multifuncional para apresentações da academia de K-Pop, mantida pela entidade, e de grupos praticantes de taekwondo, além de mesas e quiosques digitais que oferecem diversos conteúdos culturais como Webtoon, K-Pop, turistmo entre outros. Também possui experiências de realidade virtual em que se pode conhecer pontos turísticos da Coreia sem ir até lá.

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