Governo anunciou liberação de cruzeiros com mais de 600 passageiros em Fernando de Noronha; recifes artificiais também serão instalados na ilha para atividade de mergulho 

O governo decidiu liberar o acesso de cruzeiros marítimos e a instalação de recifes artificiais em Fernando de Noronha, considerado um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta. A notícia foi confirmada ontem (03/3) pelo senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que visitou a ilha junto ao presidente da Embratur, Gilson Machado.

Em vídeo publicado, o senador anunciou que a medida é uma forma de explorar de forma mais efetiva o turismo no país. “Estamos desatando os nós dessa legislação para permitir que esses segmentos sejam muito melhor explorados”, disse. Atualmente, a área é administrada com forte rigor ambiental pela Agência Estadual de Meio Ambiente e pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), que no ano passado chegou a ter seu gestor afastado do cargo pelo governo.

Embarcações e recifes artificiais

cruzeiros

Foto: Guilherme Torres

Há sete anos, o acesso de cruzeiros marítimos ao arquipélago pernambucano foi proibido por problemas relativos a fretamento dos navios e licenças ambientais. Na época, as navegações com permissão para atracar em Noronha poderiam trazer, no máximo, 200 pessoas. Agora, esse número poderá ultrapassar 600 passageiros, o que poderá comprometer a capacidade de carga do patrimônio natural.

Além da permissão dessas embarcações, o governo planeja ainda instalar mais de 12 novos pontos de recifes artificiais. “Noronha é um dos melhores lugares do mundo para o mergulho de contemplação. Acabamos de aprovar, junto à Marinha, mais 12 pontos novos de naufrágio, para agregar ao turismo de Noronha”, disse, de acordo com reportagem da Revista Istoé, o presidente da Embratur.

Atualmente, é necessário realizar o pagamento de um ingresso para visitar o Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha. A arrecadação, com valor de R$111 para brasileiros e R$222 para estrangeiros, é 70% revertida para manutenção de trilhas e infraestrutura dos visitantes. Esta cobrança, que foi criticada no ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro, dá acesso a todas as áreas liberadas a visitantes do parque por 10 dias.

Além disso, para acesso à ilha, é necessário pagar a conhecida por Taxa de Preservação Ambiental (TPA). O valor da diária, direcionada ao Governo Estadual de Pernambuco, que administra o espaço, custa R$ 75,93.

Sobre Fernando de Noronha 

recifes artificiais

Cacimba do Padre, Fernando de Noronha. Foto: Takao Takayama

O Arquipélago de Fernando de Noronha pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco. Com piscinas naturais, trilhas ecológicas e vegetação densa, já foi considerada por diversas vezes a praia mais bonita do mundo.

Os aspectos selvagens da ilha estão na lista de desejos de todo viajante que tem como principais inspirações lugares paradisíacos e bem preservados. No entanto, além de ser muito procurado por turistas por sua beleza cênica, Fernando de Noronha abriga um ecossistema delicado e espécies que estão ameaçadas de extinção. Desde 2001, o local também é considerado pela UNESCO como patrimônio mundial da humanidade.

Leia também:

» Fernando de Noronha é considerada a praia mais bonita do mundo
» Porto de Galinhas inaugura farol turístico com vista para os corais
» Guia completo para visitar as cavernas do PETAR
» Entra em vigor lei que proíbe plásticos em Fernando de Noronha

Dicas para planejar sua viagem:

» Encontre hotéis, pousadas, resorts e hostels com o Booking.com
» Reserve passagens aéreas com a MaxMilhas.
» Ganhe R$179 de crédito do Airbnb na primeira reserva.
» Aluguel de carros com até 30% de desconto e a garantia do melhor preço!
» Encontre seu seguro viagem com os melhores preços na Allianz Travel.

Deseja falar com a redação ou relatar algum erro encontrado nesta página? Envie uma mensagem para [email protected]

Conheça a pizzaria em Gramado inspirada em Harry Potter

Artigo anterior

De SP ao Rio em 25 minutos: trem ultrarrápido pode chegar ao Brasil em 2025

Artigo seguinte

Você pode gostar