Preparamos um guia completo e atualizado para visitar as incríveis cavernas e atrações do PETAR 

Cavernas repletas de formações rochosas singulares, rios, montanhas, vales e cachoeiras. Assim é o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), um verdadeiro tesouro natural localizado ao extremo sul do Estado de São Paulo, próximo à divisa com o Paraná.

O parque, considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO, abriga mais de 300 cavernas, sendo que apenas 12 delas estão abertas aos visitantes – o suficiente para se deslumbrar com as paisagens cênicas que se revelam ao longo das trilhas.

Com uma área de 360 mil quilômetros quadrados, as atrações são divididas em quatro núcleos, com diferentes níveis de dificuldade: Santana, Ouro Grosso, Casa de Pedra e Caboclos. Preparamos esse guia completo para saber como visitar as cavernas deste que é um dos lugares em São Paulo que vão impressionar você.

Cidades próximas ao PETAR

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Foto: SERGIO RAVACCI DE OLIVEIRA jÚNIOR/ Wikimedia Commons

O PETAR fica localizado entre as cidades de Apiaí e Iporanga. Próximo a Iporanga é onde estão as atrações mais visitadas do PETAR, que são as do Núcleo Santana e Núcleo Ouro Grosso.

As pousadas e campings se concentram, sobretudo, no Bairro da Serra, ao lado do acesso a estes dois núcleos. No entanto, há também acomodações no centro da cidade, que fica a cerca de 40 minutos de carro – trecho por estrada de terra – da entrada dessas atrações.

Já se hospedar em Apiaí pode ser uma boa opção para quem visita o Núcleo Caboclos devido à sua proximidade (26 quilômetros). No entanto, para quem pretende visitar as atrações do Núcleo Santana, a distância é de cerca de 75 quilômetros. Apiaí conta com hotéis e pousadas localizados no centro da cidade.

O que fazer no PETAR

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Foto: SERGIO RAVACCI DE OLIVEIRA jÚNIOR/ Wikimedia Commons

O PETAR é dividido em quatro núcleos turísticos que reúnem mais de 30 atrações entre cavernas, cachoeiras, trilhas, sítios históricos, entre outros. Vamos destacar as principais características de cada núcleo, bem como o que fazer em cada um deles:

Santana

Santana é o núcleo mais visitado do PETAR e concentra atrações mais turísticas, com maior infraestrutura e menos “selvagens” que os demais – isso não quer dizer que sejam muito fáceis. É nele onde está a caverna de mesmo nome, Santana, que apresenta a maior quantidade de formações rochosas do parque, com imensos salões repletos de estalagmites e estalactites.

No Núcleo Santana também está a caverna do Couto, onde a cachoeira de mesmo deságua de dentro das caverna, e Morro Preto, onde é possível ter uma vista fabulosa e panorâmica das formações rochosas em contraste com a mata. É muito comum fazer essas três cavernas – Santana, Morro Preto e Couto – em um só dia. Ainda sobra um tempinho para se refrescar na piscina natural do Rio Betari antes de ir embora.

No Núcleo Santana também está a Trilha do Betari, com cerca de 7 quilômetros, ida e volta, margeando o rio de mesmo nome e a mata ciliar que o protege. Ao longo do trajeto, é possível conhecer a belíssima Caverna da Água Suja e a Caverna do Cafezal, além das cachoeiras Andorinhas e Betarizinho. Este trajeto, normalmente, também é realizado em um dia inteiro.

Ouro Grosso

O Núcleo Ouro Grosso fica bem próximo ao Núcleo Santana. É nele onde estão as cavernas Ouro Grosso e Alambari de Baixo, que exigem um nível um pouco maior de preparo físico que as de Santana. Ambas são cavernas molhadas, ou seja: envolva seus pertences, como celulares e câmeras, em bolsas impermeáveis ou prefira não levá-los. Utilize também roupas mais quentes, já que o interior dessas cavernas costuma ser bem frio.

Na Caverna Ouro Grosso, é necessário se rastejar entre as pedras em alguns trechos estreitos. No entanto, quedas d’água e pequenos poços, além de um barulho de água constante, compensam toda a emoção do trajeto.

Já na Caverna Alambari de Baixo, em determinado trecho, é necessário segurar em uma corda para atravessar a água, que chega à altura da cintura. Apesar de não concentrar tantas formações, a adrenalina vai satisfazer qualquer espírito aventureiro.

Casa de Pedra

O Núcleo Casa de Pedra fica distante aproximadamente 15 quilômetros de Ouro Grosso e Santana. O local abriga a caverna de mesmo nome que guarda consigo um recorde: possui o maior pórtico do mundo, de acordo com o Guinness Book. Sua “porta de entrada” possui impressionantes 215 metros de altura.

No entanto, a visitação ao interior da caverna não é permitida. O que se faz é uma trilha pesada de aproximadamente quatro horas de deslocamento para vislumbrar seu incrível portal, que já vale todo o esforço. Vale lembrar que este percurso, com subidas e rios para atravessar, exige maior preparo físico que os anteriores.

Caboclos

Este pode ser considerado o Núcleo de maior dificuldade do PETAR e com menos estrutura, por isso é também o menos visitado. Com trilhas que exigem certo preparo do visitante, o esforço é vale a pena quando o que se vê é natureza intocada e belezas rodeadas por mata nativa.

A Caverna Terminina é a mais famosa deste núcleo e uma das mais bonitas do parque. Para acessá-la é necessário duas horas e meia de caminhada por uma trilha de nível difícil, com muitos trechos íngremes. Uma espécie de jardim suspenso em sua entrada e formações rochosas em seu interior iluminados por feixes de luz solar complementam a aventura.

O núcleo ainda conta com as Cavernas do Chapéu, Chapéu Mirim I e II, das Aranhas e Teminina II. Além delas, há também duas cachoeiras, a  Maximiliano e Sete Reis. O Núcleo Caboclos é, ainda, o único do PETAR com área de camping no meio da mata (não há energia elétrica no local).

Valores para visitar o parque em 2020

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Foto: Divulgação

A taxa para visitar as atrações do parque (cobrado apenas nos Núcleos Santana, Caboclos e Ouro Grosso) em 2020 é de R$ 16,00 (estudantes pagam meia entrada). Os visitantes podem, ainda, realizar um pacote anual, com desconto de 30% por R$ 112.

Além dos valores de acesso ao parque, é necessário contratar um monitor ambiental da região, que fica responsável por um grupo de no máximo 8 pessoas. Os valores cobrados por cada guia são individuais e podem chegar a R$ 200 a diária por pessoa.

Atrações próximas

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Foto: Brunosk96/ Wikimedia Commons

Além dos núcleos do PETAR, a região conta com outras belezas que ficam no caminho entre Iporanga e Eldorado. Vale a pena reservar um tempo e incluir essas atrações em seu roteiro. São elas:

Caverna do Diabo

Totalmente estruturada com passarelas de madeira e bem acessível para idosos e crianças, vale a pena programar uma visita a Caverna do Diabo durante seu roteiro pelo PETAR. Além de datar de mais de 600 milhões de anos, a caverna é repleta de salões com belíssimas estalactites, estalagmites e colunas. A visita dura aproximadamente uma hora, sendo limitada a grupos de 12 pessoas por vez.

Cachoeira Queda de Meu Deus

Outra beleza no caminho entre a capital paulista e o PETAR é a impressionante Cachoeira Queda de Meu Deus. Ela é acessada por meio da trilha do Vale das Ostras, que ainda incluiu mais 11 quedas. No entanto, é possível “cortar” o caminho por um trajeto mais curto, que dura cerca de uma hora. A cachoeira possui uma imensa queda de 53 metros rodeada por mata fechada.

Como chegar ao PETAR

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Foto: Patricia Ferrari/ Wikimedia Commons

– De carro

Partindo de São Paulo, basta seguir pela rodovia Régis Bitencourt. A duração da viagem é de aproximadamente 4 horas. De Jacupiranga até Iporanga há um trecho com alguns buracos na pista, que é mão única. Não esqueça de ir devagar e redobrar a atenção, já que animais também podem atravessar a estrada.

– De ônibus

Chegar ao PETAR de ônibus partindo de São Paulo não é das tarefas mais fáceis, mas não é impossível. Do Terminal Rodoviário Barra Funda é possível pegar o transporte até Apiaí pela companhia Transpen (7 horas de viagem). De Apiaí, há uma linha intermunicipal que parte uma vez por dia até Iporanga. Há também algumas agências de turismo que oferecem transfer de Apiaí para Iporanga.

Melhor época para visitar o PETAR

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Foto: Jura – Parque Aventuras

O PETAR possui um clima considerado subtropical. Portanto, os verões são quentes e úmidos, enquanto os invernos são mais secos e frios. O período de chuvas acontece entre dezembro e março, quando as estradas de terra podem se tornar difíceis de transitar.

Além disso, com a chuva, algumas cavernas e trilhas podem ficar fechadas para visitar por conta do risco de acidentes. Já entre os meses de abril e novembro, chove menos, mas a temperatura cai. A temperatura média durante o inverno no PETAR é de 18ºC.

O que saber antes de ir para o PETAR

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Foto: Patricia Ferrari/ Wikimedia Commons

– Todas as cavernas do PETAR possuem horário de visitação e recebem um número máximo de pessoas por dia (capacidade de carga). Portanto, a dica é acordar cedo para garantir sua vaga em cada atração. Em épocas de alta temporada e feriados, perder a chance de visitar uma caverna, especialmente no Núcleo Santana, é alta.

– Visitar as atrações exige preparo físico e o acompanhamento de monitores ambientais da região (um monitor acompanha no máximo 8 pessoas). O acesso sem o acompanhamento dos monitores é proibido. Você pode contratar um monitor em pousadas e hotéis pela região, além de agências de turismo.

– Não há restaurantes ou lanchonetes dentro dos núcleos. Assim, sempre leve um lanche e água durante as caminhadas – em alguns pontos, há áreas de piquenique que podem ser utilizadas. Não esqueça de levar seu lixo embora, afinal, o PETAR é uma área de conservação ambiental.

– Por fim, para o acesso às cavernas é obrigatório o uso de calças compridas, blusa com manga (blusinhas ou camisetas regatas são proibidas), capacetes e lanternas (que podem ser alugados em locais próximos ao parque), além de tênis ou botas. O uso de repelente e protetor solar também é recomendado.

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