As câmeras traps instaladas no Parque das Neblinas, reserva ambiental da Suzano gerida pelo Instituto Ecofuturo, fizeram um novo flagra inédito na área: uma jaguatirica (Leopardus pardalis) acompanhada de seu filhote. O mamífero é da família dos felídeos (Felidae) e é nativo das Américas. A espécie é classificada pelo ICMBio como Menos Preocupante (LC) e estima-se que sua população seja superior a 40 mil indivíduos, no entanto, em algumas regiões há indícios de declínio populacional ligados à perda e à fragmentação dos habitats naturais. Apesar de ser o primeiro registro da espécie com sua cria, as armadilhas fotográficas da reserva já filmaram o animal anteriormente.

“A jaguatirica (Leopardus pardalis) é o terceiro maior felino brasileiro, perdendo em tamanho apenas para a onça-parda e onça-pintada. Apesar de ser uma espécie considerada abundante, está em ameaça pelo desmatamento e fragmentação das florestas. As fêmeas dão à luz a cada dois anos e cuidam de seu filhote por um período médio e um ano. Esse tipo de registro é fundamental, pois demonstra que o Parque das Neblinas possui condições ecológicas suficientes para promover a conservação e manutenção dessa espécie em longo prazo, e está cumprindo seu papel na conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos associados a eles” declara Paula Prist, pesquisadora na EcoHealth Alliance.

Além da jaguatirica, outras espécies também foram registradas junto a seus filhotes, como a anta (Tapirus terrestris), um grupo de catetos (Pecari tajacu), o veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), o gavião-carrapateiro (Milvago chimachima) e o macuco (Tinamus solitarius). Anteriormente, uma onça-prenhe também foi filmada na área. Os flagras “em família” reforçam que o trabalho desenvolvido pelo Ecofuturo contribui para que o ambiente da reserva ofereça as condições necessárias para a reprodução de diversas espécies da fauna.

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“Em parcerias com universidades e instituições de pesquisa, mais de 70 estudos já foram realizados no Parque, resultando no registro de 1.255 espécies, sendo quatro delas novas para a ciência – e as armadilhas fotográficas também são um importante auxílio nestas pesquisas e no monitoramento da fauna. Registros como estes são um importante resultado e confirmam que estamos trilhando o caminho certo nos trabalhos de restauração e conservação da área” afirma Paulo Groke, diretor superintendente do Ecofuturo.

Atualmente, a reserva conta com diversas câmeras traps em operação, instaladas e manuseadas pela equipe própria de guarda-parques do Instituto. Os flagras estão disponíveis no canal do Ecofuturo no YouTube.

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