Saiba como é viajar de São Paulo a Buenos Aires pela low cost argentina Flybondi, que oferece passagens até 60% mais baratas

As companhias low costs, ou seja, de baixo custo, chegaram de vez ao Brasil oferecendo voos mais baratos para alguns destinos internacionais. No Brasil desde outubro, a aérea argentina Flybondi é uma delas. Atualmente, a companhia oferece rotas que partem de Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo rumo à capital argentina. Em março, será a vez de Porto Alegre.

Com a ideia de reduzir custos operacionais para gerar tarifas mais baratas, a Flybondi cobra por qualquer serviço extra, como é de praxe em low costs – alimentação a bordo, despacho de bagagem e marcação de assentos, por exemplo, devem ser pagos à parte. A companhia também opera em um aeroporto alternativo em Buenos Aires, o El Palomar.

Mas, afinal, como é voar pela Flybondi? Estivemos em um voo de São Paulo (GRU) para Buenos Aires (EPA) e vamos relatar toda nossa experiência a bordo.

Como é viajar pela Flybondi

Buenos Aires

Foto: Guia Viajar Melhor

Viajar por uma low cost tem suas vantagens e desvantagens. No caso da Flybondi não é diferente. A aérea cumpre bem seu papel em transportar os passageiros de um local ao outro. No entanto, não espere mordomias ou luxo: se você acha que o voo já faz parte do roteiro, melhor repensar a decisão de voar por uma companhia de baixo custo.

A empresa oferece atualmente voos entre São Paulo e Buenos Aires com três frequências semanais (segundas, quartas e sextas). O embarque pela Flybondi em Guarulhos é bem ágil e rápido – após os embarques preferenciais, os passageiros são divididos em grupos e acessam o avião (um Boeing 737-800) dos últimos aos primeiros assentos. Ainda assim, os espaços para guardar as malas de mão no bagageiro são concorridos, fazendo com que alguns passageiros tenham que levar mochilas e outros itens pessoais embaixo da poltrona.

Com aeronaves que transportam 189 pessoas em uma única classe (econômica) e dispondo de assentos no formato 3-3, o espaço das poltronas e seu reclinamento são satisfatórios. Considerando que a viagem até Buenos Aires é curta e leva cerca de três horas partindo de São Paulo, o conforto não é prejudicado.

É importante também saber que a Flybondi não oferece nenhum tipo de entretenimento a bordo, exceto uma revista mensal da companhia. A aeronave também não dispõe de entradas USB para carregar celulares ou outros dispositivos móveis.

Low cost: serviços extras são cobrados

Flybondi

Menu de refeições da Flybondi. Foto: Guia Viajar Melhor

Antes de embarcar em uma companhia low cost é necessário estar ciente que qualquer extra será cobrado. Por exemplo, na Flybondi, não há serviço de alimentação a bordo – inclusive água – a não ser que se pague por isso. A companhia disponibiliza um menu com opções de snacks (110 pesos/ R$8), lanches frios (16o pesos/R$ 11,50), refrigerante (110 pesos/ R$8) ou café (90 pesos)/ R$6,50). Apesar dos valores acessíveis, a companhia só permite o pagamento desses alimentos em pesos argentinos e não aceita cartões.

Outras cobranças ocorrem também em relação à bagagem. Cada passageiro tem direito a levar apenas uma bagagem de mão  a bordo com medidas de 45 cm x 25 cm x 55 cm e até 10 quilos. Caso precise despachar uma mala, o valor cobrado pela companhia é R$ 100. Vale lembrar que, em voos internacionais, líquidos com mais de 100ml  (perfumes, shampoo, etc) são proibidos na bagagem de mão – e serão descartados na hora do raio-x do aeroporto.

No caso de marcação de assento, a aérea também cobra de R$ 7 a R$ 44 por trecho. O check-in também deve preferencialmente ser realizado online: caso seja necessário fazê-lo no aeroporto é cobrada uma taxa de R$ 11.

Chegada a Buenos Aires: Aeroporto El Palomar 

Buenos Aires

Aeroporto El Palomar. Foto: Guia Viajar Melhor

O Aeroporto El Palomar (EPA), por onde chegam os voos da Flybondi em Buenos Aires, é bem compacto e muito menor do que o Aeroporto de Ezeiza (EZE), principal ponto de chegada dos turistas a Buenos Aires. Considerado o primeiro aeroporto low cost da Argentina, o local também recebe voos da companhia JetSmart.

Ao chegar em El Palomar, não espere encontrar um “duty free” ou qualquer outra loja. Há apenas uma sala de embarque e quatro guichês de imigração –  o que pode tornar o processo um pouco mais lento que o comum. A única opção de alimentação que o local disponibiliza, por exemplo, é um food truck localizado na área externa do aeroporto – mas, dependendo do horário em que seu voo chegar, ele poderá estar fechado.

A região onde El Palomar está localizado possui alguns comércios e lojas a poucos metros da saída. O aeroporto fica localizado a 18 quilômetros do centro de Buenos Aires (ele fica mais próximo do centro da cidade que o próprio Ezeiza, que está a cerca de 30 quilômetros).

A vantagem, especialmente para quem chega apenas com bagagem de mão, é que El Palomar fica ao lado da estação Estação Retiro, da linha San Martín do trem, integrada ao metrô da cidade. O acesso é bem fácil e econômico – a passagem sai por 14 pesos com o bilhete metropolitano da cidade e 33 pesos sem ele. 

Para quem preferir, há também táxis aguardando passageiros na saída. Há, ainda, a opção de um a serviço de transfer operado pela empresa Tienda León, que faz paradas nos principais bairros da capital argentina e que pode ser reservado no site da Flybondi. 

Flybondi: as passagens são realmente mais baratas? 

flybondi

Aeroporto El Palomar. Foto: Guia Viajar Melhor

Por fim, resta saber: as passagens para Buenos Aires pela Flybondi são realmente mais baratas? A resposta é sim. Uma viagem para Buenos Aires no período do Carnaval, por exemplo, partindo de São Paulo no dia 21 de fevereiro (sexta-feira) e retornando dia 26 (quarta-feira) sai por R$ 745,10 ida e volta com taxas pela Flybondi. Já por outras companhias, durante o mesmo período, o valor mais baixo é o da Gol, por R$3728,00.

A Flybondi, no entanto, não está cadastrada em sites de venda de passagens aéreas (como Skyscanner, Decolar, Kayak, entre outros), sendo necessário acessar diretamente o site da companhia para verificar os preços e adquirir os bilhetes – este, aliás, é o único meio de adquirir as passagens, já que a aérea não oferece venda presencial em guichês no aeroporto. Também não é possível parcelar o valor da passagem.

* A colunista viajou a convite da Flybondi. Os valores desta matéria são referentes a fevereiro de 2020 e podem sofrer alterações. 

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