No mês da conscientização sobre a segurança no trânsito, a Abrati – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros vai se concentrar em chamar a atenção do poder público e da sociedade civil sobre os riscos da circulação de ônibus irregulares nas estradas brasileiras.

Aproveitando o Maio Amarelo, a associação vai solicitar ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que realize um mutirão para tirar de circulação os veículos que não seguem as normas previstas na lei.

Os altos investimentos em segurança promovidos pelas empresas regulares de transporte rodoviário de passageiros – o equivalente entre 7% a 10% da folha de pagamento – vêm trazendo excelentes resultados na redução de acidentes. Nas rodovias federais, essas operadoras respondem por apenas 0,0017% das ocorrências.

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“O mesmo não acontece com os irregulares, que circulam livremente sem revisão mecânica periódica, pneus carecas e motoristas sem treinamento”, diz Leticia Pineschi, diretora da ABRATI, acrescentando que “não haverá segurança no trânsito enquanto não enfrentarmos com coragem o problema do transporte de passageiros amador e fora da regulamentação”.

Nas empresas que adotam os pacotes mais completos de segurança, treinamento e capacitação, o investimento gira em torno de 12% da folha de pagamento de condutores.

Esses esforços contemplam programa de medicina do trabalho voltado especificamente para motoristas e de medicina do sono, instrutores, treinamento de admissão e reciclagens periódicas, reintegração após período de férias e afastamentos, além de materiais de treinamento e ensino à distância ou presencial para controle de qualidade.

A ABRATI defende que a operação do transporte de passageiros necessita seguir padrões estabelecidos a partir de regras que garantem segurança das viagens.

“É preciso chamar a atenção de todos para o fato de que, por exemplo, a oferta de passagens mais baratas pode estar relacionada diretamente à falta de padrões de manutenção e ao descuido na capacitação dos motoristas; consequentemente, a vida dos passageiros pode estar risco”, ressalta Pineschi.

A pandemia e seus impactos econômicos resultaram em um aumento expressivo no número de viagens realizadas por empresas irregulares. Para a ABRATI, isso significa que há um número crescente de brasileiros sendo expostos a acidentes nas estradas, sem sequer compreender que estão viajando em transportes inadequados.

A campanha Maio Amarelo, que neste ano tem o slogan “Respeito e responsabilidade: pratique no trânsito”, é para a ABRATI uma motivação para conscientizar toda a sociedade acerca das responsabilidades e comprometimento que assumem as empresas ao transportarem pessoas.

O Maio Amarelo foi criado em 2014 como um movimento brasileiro de alerta sobre o alto índice de acidentes de trânsito em todo o mundo, o Maio Amarelo promove discussões sobre o tema, incentiva engajamento e propaga conhecimento sobre segurança viária brasileira em todas as esferas da sociedade ao longo de todo o mês.

A iniciativa está em sintonia com a resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas, de março de 2010, que definiu o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”, após a OMS – Organização Mundial da Saúde contabilizar em 2009 cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países.

Website: http://www.abrati.org.br

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