Em coletiva, lideranças do governo da região do Vêneto afirmam ter vencido a Covid-19 e começam os preparos para receber turistas nos próximos meses

A princípio, a Itália foi um dos maiores emissores (e vítimas) na disseminação do novo coronavírus, que apresentou os seus primeiros sinais no final de dezembro. Por ser considerado um dos maiores destinos turístico do mundo, fica fácil entender como o vírus se espalhou pelos quatro cantos do mundo a partir do País da Bota. Veneza recebe mais de 70 milhões de turistas ao ano.

Passeando pelas praças, monumentos e canais da inesquecível e única Veneza, é fácil cruzar com turistas de dezenas nacionalidades diferentes. A superlotação marcada pelo turismo em massa, extremamente justificável em um país tão diverso e belo, foi outro fator prejudicial na disseminação de um vírus novo que assolou a vida tal qual estávamos acostumados.

Veneza se prepara para voltar a receber turistas

Nesta quarta-feira (20), uma notícia esperada por toda a humanidade, trouxe uma esperança que aos poucos começa a iluminar os tempos sombrios vividos em todas as partes do mundo. Conforme pronunciamento feito pelo governo do Vêneto e publicado na página da Veja, Veneza, o grande cartão postal da região, superou a crise do coronavírus.

“Temos de entender agora que, nós, os cidadãos, somos o verdadeiro tratamento contra o coronavírus”, disse Luca Zaia, presidente regional desde 2010. Zaia trouxe boas notícias durante entrevista feita em uma coletiva.

Luca Zaia Coronavírus

Luca Zaia, presidente regional do Vêneto durante pronunciamento. Foto: Reprodução

Como resultado, este apelo vem de encontro ao que era esperado. Um reforço constante e intensivo para manter a segurança dos moradores e turistas será decisivo em todos os destinos que planejam uma reabertura saudável.

Outra notícia compartilhada pela mídia internacional nesta mesma semana, confortou os dias de angústias do ex-epicentro da pandemia. A partir do dia 3 de junho, turistas da Europa também poderão voltar com suas viagens para a Itália. Antes de analisar uma reabertura, o país também presenciou uma queda no número diário de mortes e casos confirmados.

No Brasil, a realidade de um momento de respiro parece estar longe do fim e, infelizmente, segue como um dos promissores epicentros do vírus em cenário mundial.

Ao mesmo tempo que algumas nações começam a flexibilizar o distanciamento social, o Brasil atingiu a sexta posição no ranking onde apontam os países mais atingidos pela pandemia. Isto é, os dados usam como base o número de óbitos, além de colocar o país como o terceiro no índice mundial de casos confirmados. Infelizmente, a subnotificação pode, ainda, ocultar os números por trás da realidade.

Reforço nas medidas de segurança e retomada do turismo na Europa 

Com o passar do tempo, outros países também começam a se livrar do pico da pandemia e alguns deles pretendem reabrir para turistas ainda em junho. Uma esperança que vale ser comemorada, após meses de confinamento voluntário e lockdown impostos por governos.

Provavelmente Veneza e o mundo todo nunca mais serão os mesmos. A pandemia obrigou todas as autoridades a repensarem sobre suas ações em crises globais como essa, que não escolhem idioma, cidade ou culturas. Problemas globais, em escalas como essa, trazem perdas imensas e ainda difíceis de serem mensuradas. Ao mesmo tempo, é praticamente impossível medir os danos de uma catástrofe como essa.

Ainda assim, estudiosos, autoridades e cientistas do mundo todo trabalham juntos buscando respostas para perguntas recentes. Em paralelo a tudo isso, as pessoas buscam formas de retomar suas vidas, mesmo com restrições mais severas. 

Veneza planeja retomada de turistas

Prefeito regional do Vêneto começa a planejar a reabertura para turistas. Foto:

Itália na luta contra a Covid-19

Cerca de dois meses depois de detectarem a nova transmutação do vírus, o governo italiano notou, da pior maneira, a gravidade da pandemia que estava prestes a começar. Em fevereiro, parte de um dos maiores eventos de Veneza foi cancelado, com os dois últimos dias de evento suspensos, como forma de reduzir uma disseminação mundial. Além dele, a Semana da Moda de Milão também viu o cancelamento acontecer.

Veneza vence a crise da Covid-19

Carnaval em Veneza teve os dois últimos dias cancelados em virtude da crise na saúde. Foto: Ingeborg / Unsplash

De fato, além dos impactos causados na rotina dos italianos, o colapso na saúde, gerado pela maior crise recente, atingiu mais de 30 mil óbitos em poucos meses. O território italiano foi a terceira região do mundo com maior número de mortes até o momento. Todas essas perdas ocorreram por conta da pandemia e agora se prepara para um momento de retomada que pode marcar o começo do fim desse pesadelo.

» Cruzeiros na Europa
» Qual é o valor do auxílio emergencial da Alemanha?
» Políticos da Bulgária renunciam salários até o fim da pandemia
» Como abrir conta bancária na Europa e nos Estados Unidos?

Dicas para planejar sua viagem:

» Descubra as melhores opções de aluguel de carros com a Localiza.
» Encontre hotéis, pousadas, resorts e hostels com o Booking.com.
» Ganhe R$179 de crédito do Airbnb na primeira reserva.
» Reserve passagens aéreas com até 40% de desconto para qualquer destino.
Deseja falar com a redação ou relatar algum erro encontrado nesta página? Envie uma mensagem para [email protected]

Itália dará até 500 euros para pessoas comprarem bicicletas

Artigo anterior

Machu Picchu reabrirá com entrada gratuita para idosos e crianças

Artigo seguinte

Você pode gostar