Países estudam como alavancar o turismo em meio às restrições de circulação impostas pelo coronavírus

O setor de turismo é um dos mais afetados pelas restrições impostas devido à crise sanitária global. Em outubro, a Organização Mundial do Turismo (OMT) publicou uma nota informando que houve uma queda de 70% nas viagens internacionais entre janeiro e agosto de 2020, em comparação com o ano anterior. Os números significam cerca de 700 milhões a menos de turistas circulando pelo mundo – um prejuízo de US$ 730 bilhões. No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas estima que haverá uma perda de R$ 116,7 bilhões ao longo de três anos – período estimado para a recuperação do setor.

Empreendedores e governos ainda estudam como alavancar o turismo em meio às restrições de circulação e o isolamento social impostos pelo novo vírus. Ainda com mais dúvidas do que respostas concretas – a Europa, por exemplo, previa uma reabertura que foi freada devido à segunda onda da doença.

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Para agilizar a recuperação do setor, medidas de apoio estão sendo criadas em todo o mundo, incluindo subsídios em passagens e selos de segurança. Confira algumas das mais atrativas e inusitadas.

Itália

Países criam incentivos para atrair turistas em meio à crise do setor

Foto: Kisueses, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Um dos destinos europeus mais buscados pelos brasileiros, a Itália embarcou na busca de soluções para a crise. Em Veneza, a taxa de entrada que deveria entrar em vigor em julho deste ano foi adiada para janeiro de 2022. A medida visava justamente reduzir o fluxo de turistas na cidade, para controlar o número de visitantes. A taxa será aplicada a todo turista que não pernoite no centro histórico, variando entre 3 a 8 euros (R$19,30 a R$ 51,40 na cotação atual).

Já a Sicília planeja investir no turismo subsidiando a estadia para quem visita a ilha. Em seu site, o programa de voucher Veja a Sicília explica que os detalhes ainda estão sendo finalizados e logo as inscrições estarão abertas. O governo local, porém, já anunciou que cobrirá um terço dos custos de hospedagem de visitantes, assim como a entrada em algumas das atrações turísticas.

Enquanto os turistas ainda se sentem inseguros de circular por terras estrangeiras, muitas das atrações italianas podem ser visitadas online – caso do próprio Vaticano.

Portugal

Já Portugal, outro dos destinos mais buscados por brasileiros na Europa, está focando na retomada de seu turismo interno, já que a União Europeia segue com restrições para turistas que não fazem parte do bloco, incluindo brasileiros.

O país criou o selo “Clean & Safe” (“limpo e seguro”), destinado a hotéis, restaurantes e agências que seguem os requisitos de higiene e limpeza para evitar a contaminação por coronavírus. Com 64,5% de prejuízo no faturamento do setor, Portugal vê outras opções de turismo e entretenimento ganhando espaço para a arrecadação — caso dos cassinos online, legalizados desde 2016. De acordo com o Serviço Regulação e Inspeção de Jogos do Turismo de Portugal (SRIJ), os cassinos licenciados quase dobraram as suas receitas no primeiro semestre de 2020 em relação ao ano anterior. Novos cassinos como a Casinos.pt também tiveram licenças concedidas nesse período, resultado da maior busca pelo serviço.

Suíça

Outros países, como a Suíça, apostam no turismo de luxo como resposta. Sua estratégia é divulgar seus destinos turísticos e hotéis de luxo, visando um público que busca conforto sem se importar com valores. Estima-se que esse será um dos primeiros nichos de mercado a retomar as viagens.

Enquanto a entrada de estrangeiros ainda tem restrições, o país também aposta em seus próprios cidadãos para resgatar o setor. O governo deve disponibilizar 200 francos por morador para que os próprios suíços gastem em turismo.

México

Venha para Cancun 2×1 é o programa lançado pelo paraíso caribenho para atrair turistas. A cada duas noites pagas, os visitantes recebem duas noites gratuitas. O mesmo vale para alugueis de carro. Parte de passagens de avião, no caso de mais de um visitante, também devem ser reembolsadas.

Sempre foi dito que em meio as crises surgem as maiores oportunidades. Nunca isso foi tão verdade quanto em 2020. Pessoas, empresas e governo estão se reinventando e quebrando paradigmas. Se o planeta vai ser o mesmo depois disso tudo, não podemos afirmar. Mas quem sabe será ainda melhor? 

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